Debate: “Comunicação e capitalismo hoje: geopolítica e respostas da América Latina”

Imagem: portal Eptic

No próximo dia 13 de setembro, às 16h (horários do Brasil e da Argentina), a Revista EPTIC junto com o Grupo de Trabalho de Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura do CLACSO debaterão sobre o tema Comunicação e capitalismo hoje: geopolítica e respostas da América Latina”. O evento ocorre junto com o lançamento do Dossiê Temático Geopolítica das Comunicações da Revista EPTIC. O Dossiê convoca à reflexão sobre a configuração do capitalismo hoje, a forma como as indústrias culturais e, particularmente, as tecnologias de informação e comunicação ocupam um papel central num novo mapa de poder que ultrapassa aquele tradicionalmente atribuído aos Estados Nacionais e se expande com novas lógicas de governança e formas de intercâmbio nas múltiplas frentes, incluindo a economia, regulamentos, trabalho e cultura.

Para participar, basta inscrever-se no formulário presente na página do CLACSO. O evento é gratuito, aberto e será transmitido via Zoom.

Participantes:

Helena Martins. Revista EPTIC / UFC (Brasil)
César Bolaño. GT CLACSO / UFS (Brasil)
Alina Fernández
Alvaro Terán
Florencia Guzmán
Gina Mardones. UEL (Brasil)
Daniela Monje (Argentina)
Ezequiel Rivero. UCES (Argentina)
Edgard Reboulças. UFS (Brasil)

Para informações sobre todos os eventos do CLACSO no mês de setembro clique aqui.

Nova edição da Revista EPTIC traz dossiê “Geopolítica das Comunicações”

Foi publicada nesta sexta-feira, 27, nova edição da Revista EPTIC (volume 23, n. 2). A edição traz à tona o necessário debate sobre a geopolítica das comunicações. Resultado de parceria com o Grupo de Trabalho Economía Política de la Información, la Comunicación y la Cultura da CLACSO (Conselho Latino-americano de Ciências Sociais), o dossiê temático discute questões complexas como as disputas em torno do 5G e as desigualdades que marcam a inserção dos diferentes países na ordem econômica mundial atual, com análises especialmente sobre Estados Unidos, China, Brasil, Argentina e Cuba. Tais desigualdades também são analisadas tendo em vista a infraestrutura que viabiliza os fluxos comunicacionais, como os cabos submarinos, e os conteúdos produzidos por veículos públicos.

A relação da comunicação com a organização capitalista hoje é abordada com perspicácia em entrevistas com Graham Murdock e Natália Zuazo, nas quais também o trabalho mediado por plataformas, a crise ambiental e o recrudescimento da vigilância são pensados desde a Economia Política da Comunicação.

O número discute ainda possíveis saídas para tal quadro. Nesse sentido, a EPTIC publica pela primeira vez no Brasil o texto de Jean d’Arcy, traduzido por Edgard Rebouças, que antecipou a formulação sobre direito à comunicação décadas atrás, culminando em sua proposição no conhecido Relatório McBride.

Os problemas do tempo presente também são discutidos na seção Artigos e Ensaios, como nos textos “Governo Eletrônico e Neoliberalismo: arquétipo das limitações da interatividade cidadã no modelo Brasileiro”, de Dario Azevedo Nogueira Junior; “O Desmonte da Participação Social na EBC”, de Akemi Nitahara, Cristina Rego Monteiro da Luz; e “Política de fomento ao cinema: a questão do estímulo à regionalização da produção de filmes no Brasil”, de Fernando Gimenez. Neles, há sempre caminhos de superação que, ainda que não trilhados plenamente, constituem experiências e horizontes estratégicos, como vemos na discussão feita por André Pasti em “Território, comunicação ascendente e os meios alternativos, populares e comunitários na Argentina”. Buscamos, com isso, manejar as armas da crítica para estimular a nossa imaginação política e a mobilização coletiva.

A edição completa pode ser conferida aqui.