Chamada de trabalhos para I RECOM – Comunicação e Processos Históricos

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O Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) do Campus Cachoeira da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) está com chamada de trabalhos abertas até o dia 15 de agosto para o ReCOM 2015 – Seminário Comunicação e Processos Históricos. Dentre os Grupos de Trabalho, está o de Comunicação, cultura e tecnologias, coordenado por Sergio Mattos (UFRB/CEPOS-Cachoeira).

São aceitos artigos com até 42.000 caracteres, em formato DOC, DOCX e RTF. Fonte Times New Roman, Tamanho 12, espaçamento entrelinhas 1,5. Seguindo o template do evento. Os autores devem estar, ao menos, cursando mestrado. O resultado dos selecionados será anunciado no dia 01 de setembro.

GT’s – Recom 2015

1.  Comunicação e Matrizes Culturais: esse Grupo de trabalho comporta pesquisas que se interessem por fenômenos comunicacionais e culturais, em perspectiva diacrônica, anacrônica e/ou sincrônica, de modo a evidenciar transformações, similaridades e/ou rupturas com matrizes culturais hegemônicas, residuais e/ou emergentes. Coordenação: Profa. Juliana Gutmann (UFBA)

 2.  Crítica de Mídia e Memória: comporta trabalhos que discutam os processos de configuração das narrativas e constituição da memória a partir de dispositivos midiáticos diversos, as disputas políticas pela construção da memória coletiva e identidades e as transformações históricas nos meios de comunicação. Coordenação: Prof. Edson Dalmonte (UFBA)

 3.  Comunicação, Sensibilidades e Performance: o grupo acolhe trabalhos que relacionem os aspectos sensíveis da experiência com as dinâmicas histórico-culturais e com as performances sociais, articulando dimensões estéticas e históricas dos fenômenos comunicacionais e produtos midiáticos. Coordenação: Profa. Renata Pitombo (UFRB/UFBA)

 4.  Comunicação, cultura e tecnologias: esse grupo de trabalho está interessado em artigos que discutam as configurações entre cultura e tecnologia nos processos comunicacionais, sobretudo relativas às dinâmicas das indústria de informação e entretenimento. Coordenação: Prof. Sérgio Mattos (UFRB).

EVENTO

O Seminário se propõe a discutir a Comunicação articulada com a História, uma vez que a História exerceu o papel central na constituição e formalização da memória oficial sobretudo porque sempre se apresentou (e conseguiu se legitimar) como o principal discurso semantizador das ações e das transformações da realidade social.

Pretende-se estabelecer um diálogo entre os processos e atos comunicacionais, bem como dar conta da sua relação com a memória, acionando discussões sobre o papel da comunicação na ativação do passado no presente; além de estimular a compreensão dos suportes midiáticos na elaboração de produtos de caráter expressivo, motivando problematizações sobre as dimensões poéticas e estéticas dos objetos, imbricadas às instâncias políticas e culturais, mas, também, extrapolando a esfera específica dos produtos e correlacionando a memória com o campo dos afetos.

Num contexto em que a sociedade está atravessada por lógicas de produção e consumo que se entrelaçam com as lógicas da midiatização, é extremamente importante questionar como fenômenos e expressões tradicionalmente vinculadas às matrizes culturais muito bem identificadas podem se reconfigurar nas relações com a midiatização em curso sejam nos âmbitos da experiência sensível ou das experiências cognitivas de identificação e memória coletiva.

O seminário permitirá pensar as características interacionais que marcam tais relações, em seus desdobramentos em produtos midiáticos, em manifestações culturais e/ou artísticas e em práticas sociais cotidianas.

Mais informações no site do evento: http://www3.ufrb.edu.br/comunicacaoeprocessoshistoricos/

Contribuições do OBSCOM/CEPOS para o Seminário da EBC – Eixo 3

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Como informamos há algumas semanas, o Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) realizará nos dias 12 e 13 de agosto o Seminário Modelo Institucional da EBC: balanço e perspectiva. O Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade (CEPOS), vinculado ao Observatório de Economia e Comunicação (OBSCOM/UFS), enviou contribuições sobre as 3 temáticas, todas elas aprovadas pela Comissão Organizadora do evento. Publicamos no sábado sobre Autonomia e Vinculação, ontem sobre Financiamento e Sustentabilidade e hoje terminamos com Gestão de Conteúdo e Participação Social.

EIXO 3 – Gestão de Conteúdo e Participação

DIAGNÓSTICO:

Para atender aos seus objetivos de comunicação efetivamente pública – com autonomia frente aos interesses governamentais e do mercado – a EBC precisa ser, acima de tudo, um espaço em que a população brasileira em sua diversidade (étnico-racial, de gênero, regional, geracional e de condição física, orientação sexual etc.) esteja representada não apenas em seus conteúdos, mas acima de tudo na sua gestão e no monitoramento das suas produções e atividades.

Um passo fundamental é o permanente fortalecimento do Conselho Curador, instância que desempenha papel determinante na defesa do sistema público de comunicação, na preservação da autonomia e independência da empresa e na priorização do interesse público nos rumos assumidos pela EBC.

Nesse sentido, é importante a continuidade do debate sobre o método de renovação dos conselheiros, buscando um formato que: (I) não delegue plenos poderes ao próprio Conselho; (II) que também não referende de imediato as candidaturas mais indicadas, mas que também, ao mesmo tempo; (III) não ignore a expressividade e diversidade das indicações feitas em maior número pela sociedade civil. Como forma de qualificar o processo de renovação, sugerimos que: a) todas as candidaturas indicadas pela sociedade civil devem também submeter obrigatoriamente uma plataforma com a concepção sobre comunicação pública e as propostas para a EBC e o conjunto do sistema público de comunicação.

Ainda sobre o Conselho Curador, é importante a ampliação das suas atribuições, de modo a efetivamente zelar pelos princípios e objetivos da EBC, acompanhando e incidindo sobre todos os temas que digam respeito ao alcance desses objetivos.

PROPOSTA:

1. Inclusão do Conselho Curador no monitoramento da implantação do Planejamento Estratégico, bem como de sua revisão;

2) Ampliação do corpo técnico do Conselho Curador, como forma de apoio aos trabalhos desempenhados pelos conselheiros;

3) Fortalecimento das Câmaras Temáticas do Conselho Curador, dotando-as de estrutura para o cumprimento das suas funções, com estas realizando audiências e consultas públicas permanentes para discussão de temáticas específicas relativas à programação da EBC.

4) Também visando garantir a participação social na EBC, sugerimos a abertura de uma representação da sociedade civil no Conselho de Administração da empresa (instância responsável por, por exemplo, fiscalizar a gestão dos diretores, aprovar o regimento interno e o plano estratégico, dentre outras atribuições), com direito a voz e voto, com método de escolha semelhante ao aqui proposto para o Conselho Curador e com tempo de mandato equivalente ao dos integrantes da sociedade civil no Conselho Curador.

5) Sugerimos, por fim, que o cargo de Ouvidor da EBC seja definido a partir de uma seleção pública, com método de escolha que também privilegie a participação social em detrimento da indicação direta pelo Conselho de Administração.

6) Ainda neste Eixo, importa afirmar que em um cenário de convergência tecnológica, plataformas digitais e crescente uso de redes da internet, um dos desafios postos ao sistema público de comunicação, e em especial à EBC, é possibilitar a participação social também por meio de mecanismos digitais. Neste sentido, é tarefa da EBC diversificar seus modelos de produção de conteúdo, nas mais diferentes plataformas, tendo a internet como um espaço importante de diálogo com a sociedade.

 

Contribuições do OBSCOM/CEPOS para o Seminário da EBC – Eixo 2

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Como informamos há algumas semanas, o Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) realizará nos dias 12 e 13 de agosto o Seminário Modelo Institucional da EBC: balanço e perspectiva. O Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade (CEPOS), vinculado ao Observatório de Economia e Comunicação (OBSCOM/UFS), enviou contribuições sobre as 3 temáticas, todas elas aprovadas pela Comissão Organizadora do evento. Publicamos ontem sobre Autonomia e Vinculação. O tema de hoje é Financiamento e Sustentabilidade.

EIXO: 2 Financiamento e Sustentabilidade

DIAGNÓSTICO:

O tema do financiamento e da sustentabilidade diz respeito à própria existência da comunicação pública, mas acima de tudo à sua existência enquanto espaço de comunicação autônomo em relação aos governos e ao mercado. Nesse sentido, resgatamos a perspectiva expressa na Carta de Brasília, documento final do I Fórum Nacional de TVs Públicas, realizado em 2007: “a TV Pública deve ser independente e autônoma em relação a governos e ao mercado, devendo seu financiamento ter origem em fontes múltiplas, com a participação significativa de orçamentos públicos e de fundos não contingenciáveis” (Ministério da Cultura, 2007).

No caso específico da EBC, entende-se como fundamentais a ampliação do seu orçamento e a construção de instrumentos autônomos de financiamento, de modo que os veículos da empresa tenham condições econômicas e políticas de cumprir o seu papel de serviço à cidadania e à democracia.

Frente a isso, ratificamos as propostas definidas no I e II Fóruns Nacionais de TVs Públicas, ocorridos em 2007 e 2009, além das propostas aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, destacando algumas que nos parecem prioritárias.

PROPOSTA

1. Criação de um Fundo Nacional e Fundos Estaduais de Comunicação Pública, garantidos por lei, oriundos do Fistel (Fundo de Fiscalização das Comunicações), do CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Público) e verba do orçamento público destinada à rede pública de comunicação;

2. Ampliação do orçamento destinado à EBC e contra contingenciamentos do Governo Federal, até a concretização dos Fundos Nacional e Estaduais de Comunicação Pública. Compreendemos que o orçamento da empresa deve ser o mais vinculado possível, a fim de evitar variações anuais dependentes do Ministério do Planejamento ou da Presidência da República;

3. Liberação imediata da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública, recurso previsto pela Lei que criou a EBC, que está congelada judicialmente por ação das empresas de telecomunicações;

4. Busca, em conjunto com o BNDES, de mecanismos de financiamento, por meio do fundo social do banco de fomento, para a migração digital das TVs Públicas;

5. Criação de um conselho de gestão para os fundos de financiamento para a radiodifusão pública;

6. Financiamento para a criação de um Plano Nacional de Universalização do Sinal das Emissoras Públicas e Estatais, com um operador de rede;

7. Definição de um percentual de publicidade pública institucional do Governo Federal para as emissoras do campo público, tais com as rádios e TVs comunitárias, universitárias, legislativas, educativas e culturais, inclusive a EBC – Empresa Brasil de Comunicação, com suas rádios e tevês.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Carta de Brasília. Manifesto pela TV Pública independente e democrática. Brasília. 11 de maio de 2007. I Fórum Nacional de TVs Públicas. Disponível em: <http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Direitos-Humanos/Leia-na-integra-a-Carta-de- Brasilia/5/13076>. Acesso em: 11 de julho de 2015.

MINISTÉRIO DA CULTURA. Fórum Nacional de TVs Públicas. Caderno de Debates 1: Diagnóstico do campo público de televisão. 2006.

MINISTÉRIO DA CULTURA. Fórum Nacional de TVs Públicas. Caderno de Debates 2. 2007.

MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES. Caderno da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, 2010.

Contribuições do OBSCOM/CEPOS para o Seminário da EBC – Eixo 1

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Como informamos há algumas semanas, o Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) realizará nos dias 12 e 13 de agosto o Seminário Modelo Institucional da EBC: balanço e perspectiva. A atividade recebeu trabalhos individuais ou em grupo a partir de 3 eixos: Autonomia e Vinculação, Financiamento e Sustentabilidade e Gestão de Conteúdo e Participação Social.

O Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade (CEPOS), vinculado ao Observatório de Economia e Comunicação (OBSCOM/UFS), enviou contribuições sobre as 3 temáticas, todas elas aprovadas pela Comissão Organizadora do evento. De hoje até segunda-feira (11), véspera do Seminário, publicaremos os textos por eixo, que estão no Caderno de Debates da atividade.

EIXO: 1 – Autonomia e Vinculação

DIAGNÓSTICO:

Desde o início da atuação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em 2007, alguns questionamentos apareceram de forma recorrente tanto nas reuniões do Conselho Curador do conglomerado, e eventos da área das comunicações, quanto em pesquisas acadêmicas sobre o tema: a EBC é legalmente comandada pelo Poder Executivo, afinal a sua instância máxima está sob responsabilidade do Palácio do Planalto, já que, de acordo com o artigo 19 da Lei 11.652, de 2008, que efetivou a Medida Provisória de criação da EBC, cabe à Presidência da República a nomeação do Diretor-Presidente e do Diretor-Geral da empresa. Além dessa natureza jurídica de empresa estatal, a EBC é – por lei – encarregada de operar, produzir e veicular comunicação governamental. O artigo 8º da Lei 11652/2008 lhe delega a tarefa de “prestar serviços no campo de radiodifusão, comunicação e serviços conexos, inclusive para transmissão de atos e matérias do governo federal”, além de “exercer outras atividades afins, que lhe forem atribuídas pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República”.

Assim, a EBC constitui-se como um conglomerado público-estatal, entendendo que os recursos que a mantêm são oriundos de fontes públicas e que seu controle é feito pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), órgão que tem por missão cuidar da imagem do Governo Federal. Como indica Bucci (2013, p. 127): 

Nas emissoras públicas – que, por serem públicas (não governamentais), não devem ser controladas pelo governo, mas por instâncias que representem a sociedade civil –, o executivo-chefe é escolhido por um conselho de representantes da sociedade. Já nas emissoras estatais, quem escolhe o dirigente é o representante do poder ao qual a emissora está vinculada (Executivo, Legislativo ou Judiciário). Por esse critério, portanto, a EBC é uma empresa estatal controlada pelo governo (poder Executivo), embora suas emissoras de TV e de rádio, como a TV Brasil, veiculem programas típicos de emissoras públicas.

Além disso, o Conselho de Administração, responsável por gerir o conglomerado tem, dentre as seis vagas, cinco indicadas pelo Executivo (dois pela SECOM; o diretor-presidente da EBC, que é indicado pela Presidência; Ministério do Planejamento e Ministério das Comunicações). A exceção é uma cadeira destinada aos empregados da empresa. Assim, a legislação que regulamenta as ações da EBC (Lei n.º 11.6523/2008) dá “à Presidência da República os meios para constrangê-la, pressioná-la e enquadrá-la” (BUCCI, 2013, p.128), demonstrando uma incompatibilidade entre o que está previsto em lei e a necessária autonomia em relação aos governos para uma empresa de comunicação pública.

PROPOSTA:

1. Uma mudança na legislação que criou a EBC, de modo a possibilitar a sua desvinculação da SECOM. Entende-se, na nossa perspectiva, que uma comunicação pública deve ter não só conteúdo alternativo, mas ter autonomia para gerir, de forma a impedir a geração de vínculos que possam interferir no que se é difundido;

2. Outra possibilidade possível, sob a atual regulamentação, é garantir uma mediação social, cuja representatividade maior é o Conselho Curador, para a escolha do diretor-presidente e do diretor-geral da EBC;

3. Ainda na perspectiva de mudanças na regulamentação, indica-se a necessidade de incluir outros membros no Conselho de Administração, sem vinculação com o Poder Executivo, com comprovação de serviços prestados sobre o tema da comunicação pública, como ocorre no Conselho Curador;

4. Outra possibilidade, válida mesmo para a atual estrutura, é que os cargos de chefia e assessorias possam ser ocupados por profissionais de carreira da EBC;

5. Por fim, sugerimos a revisão dos incisos I, VI e VIII do Art. 8o, que dizem que compete à EBC: “I – implantar e operar as emissoras e explorar os serviços de radiodifusão pública sonora e de sons e imagens do Governo Federal; VI – prestar serviços no campo de radiodifusão, comunicação e serviços conexos, inclusive para transmissão de atos e matérias do Governo Federal; e VIII – exercer outras atividades afins, que lhe forem atribuídas pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República ou pelo Conselho Curador da EBC”.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BUCCI, E. Sobre a independência das emissoras públicas no Brasil. Revista Eptic Online, Aracaju, 15, n. 2, p. 121-136, maio-ago. 2013.

OBSCOM/CEPOS organiza painel sobre políticas de comunicação no PreALAS Buenos Aires

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O Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade (CEPOS), vinculado ao Observatório de Economia e Comunicação (OBSCOM/UFS), é responsável pela realização, na manhã do dia 12 de agosto, do painel “Las políticas del audiovisual y las comunicaciones. Perspectivas Latinoamericanas”, uma das atividades do Pré-ALAS Buenos Aires 2015. O evento da Asociación Latinoamericana de Sociología ocorre de 12 a 14 de agosto na Universidad de Buenos Aires (UBA).

A mesa terá a coordenação de Silvia Lago Martínez (UBA) e contará como painelistas com os pesquisadores: César Bolaño (CEPOS/Universidade Federal de Sergipe), Gabriel Kaplún (Universidad de la República-URU), Daniela Monje (Universidad Nacional de Córdoba-ARG), Martín Becerra (Universidad Nacional de Quilmes-UBA) e Santiago Gándara (UBA). A atividade começará às 10 horas na sala SJ100.

No dia seguinte, a partir das 21h, Bolaño participa ainda do Fórum-debate “La Universidad en movimiento. Movimiento gremial y estudiantil en la universidad pública. Sus vínculos con el movimiento social”.

Evento

O PreAlas Buenos Aires 2015 propõe um encontro de debate e intercâmbio acadêmico e político sobre a universidade e a ciência na América Latina e o Caribe. Com o tema “Desafíos y dilemas de la Universidad y la ciencia en América Latina en el siglo XXI”, o evento deseja analisar as práticas universitárias, o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e sua aplicação; o rol do Estado, dos sindicatos e do ativismo político, as formas de difusão, divulgação e comunicação nas ciências; as condições para a produção de ciência e tecnologia; a democratização dos diversos âmbitos, assim como o acesso aos setores populares, entre outros temas.

O encontro é uma atividade preparatório para o  XXX Congreso ALAS Costa Rica “Pueblos en movimiento: un nuevo diálogo en las ciencias sociales”, a ser realizado em dezembro de 2015.

Mais informações no site do evento: http://prealas2015bsas.com.ar/

Rede EPTIC promove atividades no Congresso da Intercom

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O XXXVIII Congresso Nacional de Ciências da Comunicação (Intercom Nacional) terá uma rica programação tendo como base a Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura ao longo dos quatro dias do principal evento de comunicação do país. O Intercom será de 4 a 7 de setembro no Campus da Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Pesquisadores da Rede de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (Rede EPTIC), articularam espaços para todos os horários do evento, como você pode conferir abaixo:

04/09 – 9h – Minicurso EPC e Futebol

O primeiro dia do evento terá o minicurso “O futebol sob o olhar da Economia Política da Comunicação: do programa midiático aos megaeventos esportivos”, facilitado por Ms. Anderson Santos (UFAL), Msto. Irlan Simões (UERJ) e Dr. César Bolaño (UFS). São 40 vagas indicadas pela organização do evento, que confirmará em breve o local das oficinas e minicursos e disponibilizará esta opção para a inscrição dos participantes do congresso.

Dentre outras coisas, ex-presidente da Associação Latinoamericana de Investigadores em Comunicação (ALAIC), Bolaño destaca a importância deste espaço por ser uma retomada coletiva da “oferta de mini-curso no pré-congresso, articulando pesquisadores da EPC de diferentes gerações, trabalhando conjuntamente, o que demonstra um importante amadurecimento e perspectivas de futuro”. 

A discussão do Fórum faz parte do tema do primeiro dossiê temático da Revista EPTIC em 2016, denominado “Estudos críticos, comunicação e esportes“, com chamada aberta até o dia 30 de setembro.

05/08 – 14h –  VIII Fórum EPTIC Prof. Valério Cruz Brittos

Em sua oitava edição no Intercom, 3ª sob nome de Valério Cruz Brittos – importante pesquisador da Comunicação, da EPC em particular, falecido em 2012 -, o Fórum EPTIC vem trazendo nos últimos anos o diálogo dos pesquisadores deste eixo teórico-metodológico com outros subcampos comunicacionais. Em 2015, o tema será “Comunicação e Trabalho”.

O VIII Fórum EPTIC Prof. Valério Cruz Brittos ocorrerá na sala 1 do Anexo CFCH (Centro de Filosofia e Ciências Humanas). Mediado pelo Dr. Ruy Sardinha Lopes (USP), terá como expositores: Dr. César Bolaño (UFS), Drª Roseli Fígaro (USP), Drª Sylvia Moretzshon (UFF) e William Dias Braga (UFRJ).

Vice-presidente da União Latina de Economia Política, da Informação, da Comunicação e da Cultura (ULEPICC) e coordenador do Grupo de Pesquisa em EPICC no Intercom, Ruy destaca a reunião de importantes pesquisadores críticos sobre temas atuais e que o Fórum constitui um segundo passo da Rede Eptic sobre Comunicação em Trabalho, já que este foi tema do primeiro dossiê da Revista EPTIC em 2015. “Já apontávamos para a importância de se discutir o binômio Comunicação e Trabalho a partir de uma visada teórica que entende os elementos constituintes como atividades interconectadas e inseparáveis, buscando refletir, entre outros aspectos sobre as conformações atuais da mercadização e subordinação da força de trabalho, em especial do trabalho comunicacional e cultural. O presente Fórum pretende dar um segundo passo nessa reflexão”, afirma o pesquisador.

05 (com intervalo para o Fórum), 06 e 07 – GP Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura 

Em sua segunda fase como Grupo de Pesquisa da Intercom, o GP Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura chega ao seu sexto ano de atividades com 28 trabalhos aceitos, divididos em 8 mesas, a serem apresentados ao longo dos dias 5 e 6 (manhã e tarde) e 7 (manhã). Com exceção da manhã do dia 5, que ocorrerá no módulo 7, do Campinho, os demais turnos serão na sala 1 do anexo do CFCH (centro de Filosofia e Ciências Humanas).

Os 28 trabalhos aprovados são oriundos de 12 Estados diferentes, além de um vindo da Argentina, demonstrando uma boa representatividade e podendo gerar um raio-x sobre os estudos da EPC no Brasil. Entre as temáticas que serão discutidas,  estão:  concentração e regulação midiática;  trabalho, inovação  e tecnologia; comunicação pública e democracia; políticas culturais e conteúdos midiáticos.

Bolaño destaca a mudança realizada na programação este ano e o que espera das atividades da temática no congresso: “a expectativa é a consolidação da participação da Rede EPTIC na INTERCOM, a entidade maior do campo da Comunicação. Este ano fizemos um ajuste no formato dessa participação, buscando uma ação mais integrada entre o Fórum e o GP de EPC”.

Agora é anotar tudo na agenda, preparar a viagem ao Rio de Janeiro e aproveitar as atividades!

I FÓRUM SOCICOM: estudos e alternativas sobre a regulação da mídia

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A Socicom – Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação convida todos para o I Fórum Socicom, que ocorrerá no dia 04 de setembro, das 14h às 16h, durante o XXXVIII CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, que ocorrerá de 4 a 7 de setembro de 2015, no Campus Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A atividade é uma promoção da SOCICOM, com o apoio da Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação.

A programação está organizada com a mediação do Prof. Dr. Ruy Sardinha Lopes (Vice-Presidente da SOCICOM), receberá como expositores os professores doutores: Edgar Rebouças (UFES), Fernando Oliveira Paulino (UnB), Marcos Dantas (UFRJ) e Murilo Cesar Ramos (UnB) e terá como tema central: estudos e alternativas sobre a regulação da mídia.

Todos estão convidados: Diretores das associações acadêmicas e sociedades científicas, sociedade civil, estudantes, professores e demais interessados.

Seminário em agosto

No dia 21 de agosto, a entidade promoverá o “VII Seminário de Integração Institucional da Socicom”, que terá como tema central “Propostas para elaboração de um marco regulatório para as comunicações brasileiras, buscas e alternativas na sociedade civil”. O evento será das das 9 às 18 horas, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). Mais informações aqui.

Serviço

Data: 04/09/2015

Horário: 14h-16h

Local: auditório do COM (central de Produção Multimida) UFRJ, Praia Vermelha,  Av. Pasteur, 250 – Urca.

Palestra em São Paulo analisa programa Esquenta

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O Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo terá no dia 14 de agosto, a partir das 19h30, a palestra “O Programa de TV Esquenta: hegemonia e mediação”, com a mestre em Comunicação e membro do grupo CEPOS Bruna Távora. Bruna relatará sua pesquisa de mestrado, realizada no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Sergipe sob orientação do professor César Bolaño.

Para participar do evento é necessário realizar inscrição no site do Sesc-SP: http://seminario.cfinternet.sescsp.org.br/index.cfm?cgs_codigo=1926. Os valores, abaixo discriminados, variam de acordo com três grupos de pessoas.

Programa da atividade

O ano de 1995 definiu uma nova configuração para o mercado brasileiro de televisão aberta, pois foi quando o mercado de TV segmentada e outras janelas de exibição se popularizam, como a internet e a telefonia 3G. Isto provocou a migração do público com maior capacidade econômica para estas mídias, reduzindo a participação da audiência na TV aberta em geral, e especificamente na TV Globo. Observa-se uma alteração no perfil da programação que, a partir de então, passou a contar, em escala sempre crescente, com membros e referências culturais das periferias urbanas. A programação da emissora amplia a visibilidade deste setor da população, cujo programa dominical Esquenta! é um exemplo. Na pesquisa “Hegemonia e mediação: reflexões sobre o trabalho cultural a partir do programa de TV Esquenta”, a pesquisadora Bruna Távora observa esta modificação, segundo a perspectiva da Economia Política da Cultura, destaca o conceito gramscianiano de hegemonia, investigando historicamente a organização da cultura no Brasil e suas implicações no conflito das classes sociais, tendo como foco o citado programa apresentado por Regina Casé. Neste encontro a pesquisadora discute tais questões, refletindo sobre o contexto atual do campo da cultura e sobre seu papel no desenvolvimento social.

Currículo

Bruna é professora substituta da Universidade Federal de Sergipe, mestre em Comunicação e Sociedade na mesma universidade. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Audiovisual, Publicidade e Propaganda, e Jornalismo pela Universidade Tiradentes. 

Em junho, Bruna foi autora da Coluna CEPOS “Audiência e mediação: tudo junto e misturado no programa Esquenta!” aqui no Portal EPTIC, em que traz parte das análises realizadas na dissertação.

Serviço

Data: 14/08/2015 a 14/08/2015

Horário: Sexta, 19h30 às 21h30.

Local: Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar. Bela Vista – São Paulo/SP

Valores: 

R$ 9,00 – credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes; 

R$ 15,00 – pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 30,00 – inteira

Mais informações: http://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/atividade/o-programa-de-tv-esquenta-hegemonia-e-mediacao?nocache=1799070322

Chamada de trabalhos – Revista Comunicação Midiática

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A equipe editorial da Revista Comunicação Midiática, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UNESP (Brasil), convida autores para enviar trabalhos para a edição janeiro-abril de 2016 (v.11, n.1), com chamada aberta até 31 de setembro.

A publicação (Qualis B2 – CSA1) aceita artigos de doutores, ou doutores em co-autoria com doutorandos, para as seções Cultura e Mídia, Linguagens Midiáticas e Políticas de Comunicação. A seção de Resenhas recebe contribuições de autores que sejam pelo menos estudantes de pós-graduação stricto sensu (Mestrado e Doutorado).

As diretrizes, critérios e normas de submissão e formatação dos trabalhos estão disponíveis aqui.

Chamada para XI Colóquio Habermas & II Colóquio de Filosofia da Informação

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Está aberta até o dia 21 de agosto a chamada de trabalhos para o XI Colóquio Habermas & II Colóquio de Filosofia da Informação, que têm como tema “Os limites para a liberdade comunicativa?”. Os eventos ocorrerão na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/Unirio (Prédio do CCH), de 22 a 24 de setembro.

Pesquisadores e estudantes de Pós-Graduação stricto sensu poderão submeter trabalhos para serem apresentados nas sessões dos Colóquios, a partir do “Template – XI Coloquio Habermas”, disponível no endereço https://coloquiohabermas.wordpress.com/submissao/

Ementa

O termo Liberdade comunicativa é analisado a partir da capacidade deliberativa diante do discurso, de poder dizer sim ou não, na interação discursiva intersubjetiva que ergue pretensões de validade. Habermas propõe simultaneamente a superação da visão antagônica das liberdades subjetivas (liberalismo) e da autodeterminação política (republicanismo). Para ele, autonomia privada e pública são cooriginárias. A força cogente dessa cooriginariedade implica numa relação em permanente tensão, pois o consenso não é a ausência do dissenso, senão o cumprimento das exigências da obrigação comunicativa. A interação entre autonomia privada e pública requer o reconhecimento de um conjunto de direitos subjetivos, fundamentais para o exercício da radicalização da democracia (HABERMAS, 1996, p. 122-123).

Os eventos na França são mais um exemplo de quão desmesurada, grave e assassina pode ser a intolerância. Deve ou não haver mecanismos sociais que constranjam os meios de comunicação a ter um comportamento minimamente em acordo à autoria responsável como proposta, por exemplo, por Habermas? Conceitos que se aplicam à performance moral de pessoas individuais devem servir a constrangimentos institucionais políticos e legais? Como traçar limites entre a linguagem crítica, bem ou mal humorada, e a ofensa e disseminação do ódio? Conceitos como autoria responsável e liberdade comunicativa favoreceriam a traçar tais critérios?

Estas questões estão na pauta mundial, quando da discussão da regulamentação dos meios de comunicação. No evento, o objetivo é aprofundar o debate na comunidade de pesquisadores do pensamento habermaseano, da Ciência da Informação, da Filosofia, do Direito, da Comunicação e de áreas correlatas.

Mais informações: https://coloquiohabermas.wordpress.com/