Entidades lançam campanha em defesa do acesso à Internet para todxs no Brasil

 

Entidades e coletivos de defesa ao Direito da Comunicação lançam campanha em defesa do direito de acesso à internet. Replicamos aqui a íntegra do texto.

 

Para muitas pessoas, sobretudo, as pertencentes às classes A e B que vivem nas grandes capitais do país, parece impossível acreditar que uma parte significativa da população brasileira ainda se encontra sem acesso à internet em casa. Mas essa é uma realidade constatada nos dados coletados anualmente pela pesquisa TIC Domicílios, produzidas pelo Cetic.Br, órgão ligado ao Comitê Gestor da Internet (CGI.Br).

46% dos domicílios brasileiros ainda estão desconectados e isto vale para os mais variados tipos de conexão, entre elas a fixa (por satélite ou banda larga) e a móvel (por celular). O número é um pouco menor que o percentual aferido em 2015, quando 50% da população não tinha acesso à Internet em seus domicílios. Os desconectados são em sua maioria moradores de periferias das grandes cidades e zonas rurais e grande parte destes não contam com oferta do serviço em sua região.

Levando em conta estes dados e buscando incidir para garantir acesso de qualidade a todos/as os/as cidadãos brasileiros/as, entidades e organizações lançam a Campanha Internet Direito Seu. O objetivo é sensibilizar a sociedade sobre os problemas gerados pela falta de conexão (ou conexão precária) à Internet num país de tamanha proporção como o Brasil e mobilizar a população para a disputa pela universalização do acesso, por conexão de qualidade e preços justos.

Para Flávia Lefèvre, especialista em políticas de telecomunicações e advogada da Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, falar em acesso universal e democrático significa “ultrapassar a barreira da infraestrutura de telecomunicações, que hoje é insuficiente e distribuída de forma extremamente desigual e estabelecer condições especiais de contratação, que atendam aos consumidores de baixa renda”.

Parte dos problemas relativos à falta de conexão em todo país está relacionada à forma como os governos brasileiros têm tratado o tema, deixando a cargo do mercado – das quatro principais operadoras do setor –, o poder de decidir onde e quanto investir na ampliação das redes de conexão. O Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), lançado ainda no governo Dilma Rousseff foi abandonado e os cortes recentes no Ministério de Ciências, Tecnologias, Inovações e Comunicações (MCTIC) atestam que não há vontade política em investir em setores estratégicos.

Recentemente o atual ministro do MCTIC, Gilberto Kassab, lançou novo programa, o Internet Para Todos, que pretende fazer uma gestão compartilhada da política de conectividade junto com os municípios brasileiros. Vários municípios têm firmado acordo com o MCTIC e com a Telebras, mas as regras referentes à execução do projeto e as contrapartidas das operadoras que vão utilizar o Satélite Geoestacionário (SGDC), comprado em 2011 pelo valor de R$ 2,7 bilhões, seguem pouco transparentes.

Outra barreira a ser ultrapassada para a universalização do acesso, segundo Lefèvre, diz respeito aos planos. É necessário fiscalizar a atuação comercial dos provedores de acesso à Internet, cujos planos ofertados no mercado desrespeitam garantias básicas conquistadas com o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014), entre elas, a continuidade da prestação do serviço e a neutralidade da rede.

Além disso, conforme explica Rafael Zanatta, advogado e pesquisador do Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, com o declínio das receitas em voz, há um impulso do mercado de telecomunicações de obter receitas com negociações de “não tarifação” e modelos de negócio de acesso móvel baseados em publicidade e análise de dados pessoais. Ou seja, “com os programas de ‘dados patrocinados’, há uma tendência de forçar as classes menos favorecidas a um sistema de maior vigilância e menor liberdade de acesso”, diz, alertando sobre os riscos do período atual.

Internet Direito Seu

Desde que o Marco Civil da Internet foi aprovado em 2014, o acesso à Internet é considerado um serviço essencial para todos e todas e condição fundamental para a garantia da cidadania dos cidadãos brasileiros. Ora, esta definição não foi incluída ali por acaso. Cada dia mais, aspectos da vida cotidiana dos cidadãos dependem da conexão à rede, e não raro de uma conexão de qualidade.

É impossível imaginar o pagamento de contas, o acompanhamento sistemático da gestão pública e até mesmo a inscrição em concursos, entre os quais, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), cuja inscrição é exclusiva pela Internet, sem estar conectado. Isto sem falar do entretenimento, cada vez mais convergente para o ambiente digital.

“Hoje o ambiente digital, seja por meio das plataformas online ou pelos aplicativos de mensagens instantâneas se constitui em arena importante para o debate público que acontece no país. Preocupa, portanto, que quase metade da população brasileira esteja à margem disto, sem uma conexão que lhe garanta a participação neste processo”, diz Ana Claudia Mielke, coordenadora do Intervozes.

A Campanha Internet Direito Seu será lançada em ato simbólico, neste domingo, dia 15 de abril, dentro da Plenária Nacional do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que acontece na sede da Apeosp, República, São Paulo. No dia 16 de abril serão realizadas ações nas redes sociais.

SERVIÇO
Lançamento Campanha Internet, direito seu!

15 de abril de 2018 às 14h30

Local: Apeoesp – Praça da República, 282, São Paulo

Organizações que integram a Campanha:

Artigo 19

Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

Clube de Engenharia

Coletivo Digital

Fora do Eixo

Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC

Instituto do Bem Estar Brasil

Instituto Nupef – Núcleo de Pesquisas, Estudos e Formação

Instituto Telecom

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

Mídia Ninja

Projeto Saúde & Alegria

Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor

Mais informações:

Ana Claudia Mielke – Intervozes (11) 99651-8091

Links úteis:

http://www.cetic.br/pesquisa/domicilios/

http://www.cetic.br/tics/domicilios/2016/domicilios/A4/

http://www.cetic.br/tics/domicilios/2016/individuos/

http://www.cetic.br/tics/domicilios/2016/individuos/C2/

Para divulgar:

Facebook: https://www.facebook.com/InternetDireitoSeu/

Twitter: Internet Direito Seu @acessoparatodxs

Revista abre chamada para dossiê sobre pesquisa aplicada em Comunicação

A revista Comunicação & Inovação abriu chamada para o Dossiê temático: Pesquisa Aplicada em Comunicação. A data limite para a submissão de artigos é 30 de junho de 2018. A previsão é que o dossiê seja publicado no segundo semestre de 2018.

O dossiê visa reunir artigos que resultam de estudos de natureza aplicada na área de Comunicação e que tenham como escopo a construção de conhecimentos que possam ser implementados a partir de produtos, planos, processos e práticas de intervenção nas diversas realidades investigadas.

A publicação dossiê tem, ainda, o objetivo de fazer a divulgação científica do Estado da Arte do conhecimento para o desenvolvimento da comunicação no que concerne à natureza aplicada das pesquisas nesse campo, apresentando exemplos e métodos relacionados a essa realidade.

O corpus dos estudos a serem publicados pode compreender temas interdisciplinares a serem abordados nos mais diversos desenhos de pesquisa que envolvam a pesquisa aplicada enquanto aspecto inerente à inovação para o desenvolvimento da comunicação contemporânea. Serão aceitos artigos originais resultantes de pesquisa aplicada, estudos de revisão acerca da temática, reflexões teóricas e estudos metodológicos.

A revista Comunicação & Inovação é publicação quadrimestral do PGCOM/USCS e possui Qualis B1 na área de Comunicação. O dossiê é organizado pelos professores Rebeca Nunes Guedes de Oliveira (PPGCOM USCS) e Juliano Domingues da Silva (PPGCOM/UNICAP).

As normas podem ser acessadas aqui

 

ABCiber abre inscrições para Congresso Regional Norte/Nordeste

 

Está aberta a chamada de trabalhos para o I Encontro Norte e Nordeste da ABCiber. O evento acontece em São Luís, na Universidade Federal do Maranhão nos dias 13 e 14 de junho com o tema Interação Homem Máquina – Simbiose, Conflito, Hibridização.

O prazo para submissões vai até o próximo dia 30 de abril. Os aceites serão divulgados a partir de 12 de maio. O evento conta com cinco Grupos de Trabalho: Jornalismo no Ambiente de Internet (GT1), Cultura Digital, Narrativas e Entretenimento (GT2), Comunicação, Mídia e Poder no Ciberespaço (GT3), Comunicação Organizacional (GT4) e Convergência, Design e Interfaces (GT5). Os trabalhos podem ser enviados nas modalidades

Os detalhes da chamada estão no site do evento que pode ser acessado aqui. Os trabalhos selecionados para apresentação serão publicados no E-book com ISBN dos anais do evento e o melhor trabalho de cada GT vai participar do livro que a ABCiber lançará sobre a temática.

Inscrições para Prêmio Adelmo Genro Filho estão abertas

As inscrições para a 13ª. Edição do Prêmio Adelmo Genro Filho (PAGF) de Pesquisa em Jornalismo estão abertas. A data limite para inscrição no prêmio é dia 30 de junho.

Estão aptos a concorrer os trabalhos defendidos em 2017, de 01 de janeiro a 31 de dezembro, nas categorias Iniciação Científica/TCC, Mestrado e Doutorado. Além disso, a edição de 2018 contará com uma nova categoria: Pesquisa Aplicada. Nessa categoria será premiado o melhor produto/projeto caracterizado como de aplicação e de utilidade à prática cotidiana do Jornalismo.

Também será premiada a categoria sênior. Nesta categoria, é considerada a trajetória acadêmica e a contribuição do(a) pesquisador(a) para o campo do Jornalismo. De acordo com o estatuto da entidade, a deliberação da categoria sênior é feita pela diretoria e pelo Conselho Científico da SBPJor, mas todo sócio em dia com a anuidade pode enviar uma indicação até 30 de junho.

A Comissão julgadora do Prêmio PAGF avaliará os trabalhos até 15 de setembro de 2018. A entrega do Prêmio será feita durante o 16º. Encontro Nacional da SBPJor, que acontece entre os dias 7 e 9 de novembro de 2018 na FIAMFAAM/Anhembi Morumbi, na capital paulista. Dúvidas podem ser sanadas pelo e-mail sbpjor.pagf2018@gmail.com .

O Prêmio PAGF foi criado em 2004 pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), para valorizar de forma individual as contribuições relevantes para o campo da pesquisa em jornalismo.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo sistema de conferências da SBPJor neste link até o dia 30 de junho de 2018. As submissões enviadas fora do prazo não serão aceitas.

O regulamento do PAGF 2018 pode ser acessado aqui
A ficha de inscrição do PAGF 2018 pode ser acessada aqui

Pesquisadores discutem democratização da mídia, da cultura e informação no Brasil

 

A democratização da mídia, da cultura e da informação no Brasil é o tema do IV Colóquio de Economia Política da Comunicação e da Cultura, que acontece no próximo dia 07 de maio, às 14h, no Rio de Janeiro. O evento acontece na Sala de Cursos da Fundação Casa de Rui Barbosa. A Sala de Cursos da Fundação Casa de Rui Barbosa fica no térreo do prédio principal, localizado na Rua São Clemente, 134, em Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ).

O IV Colóquio tem como tema a questão “É possível democratizar a mídia, a cultura e a informação no Brasil?”. Para oferecer caminhos para responder essa questão, o evento reúne pesquisadores das áreas de Economia Política da Comunicação e da Cultura e da Sociedade Civil para analisar e debater o campo, criando espaços de interlocução e troca entre pesquisadores e ativistas.

O Colóquio é uma realização da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), Setor de Políticas Culturais; Centro de Pesquisa e Produção em Comunicação e Emergência (Emerge); e GT1 – Políticas de Comunicação, da União Latina de Economia, Política da Informação e Cultura, capítulo Brasil (ULEPICC-Br).

O evento contará com a presença de Cesar Bolaño – Presidente da União Latina de Economia Política da Informação, Comunicação e da Cultura (ULEPICC-Brasil); Marcos Dantas – Representante da Comunidade científica e tecnológica no Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.BR); Lia Calabre – Coordenadora da Cátedra UNESCO de Políticas Culturais e Gestão (FCRB – MinC); e Adilson Cabral – Coordenador do Centro de Pesquisas e Produção em Comunicação e Emergência (EMERGE – UFF). O evento será mediado por Eula D.T.Cabral – Coordenadora do projeto EPCC (FCRB).

Para participar do IV Colóquio de Economia Política da Comunicação e da Cultura (IV EPCC) é preciso se inscrever, por email, no endereço coloquio.epcc@gmail.com, enviando os seguintes dados: nome completo, formação acadêmica e vinculação institucional (onde trabalha/estuda). O evento é gratuito e garante Certificado aos que tiverem confirmadas suas inscrições via email e presença no evento.

Anuário Internacional de Comunicação Lusófona abre prazo para envio de propostas

Está aberto o prazo para o envio de propostas para a edição 2018 do Anuário Internacional de Comunicação Lusófona. A data limite para o envio de propostas, que consistem em artigo completo, é 30 de junho de 2018. As respostas de aceite serão enviadas aos autores até o dia 30 de julho de 2018

O tema central desta edição é “Os desafios da pesquisa em comunicação no espaço lusófono”. Artigos que tratam de outros temas no domínio da comunicação e cultura no espaço lusófono também poderão ser aceitos.

As propostas devem ser enviadas para os seguintes emails: giovandro.ferreira@gmail.com, figaro@uol.com.br e roselaurindo@gmail.com

Normas para publicação no Anuário

  1. Os artigos deverão ser redigidos en formato Word, papel tamanho A4, em Times New Roman, tamanho de letra 12 e com espaço 2.
  2. Gráficos e ilustrações deverão ser apresentados em jpg ou tif, com resolução de 300 dpi (mínimo), no final do texto e em páginas destinadas especificamente para esse fim.
  3. Os artigos deverão incluir um resumo de no máximo: 1000 caracteres. O texto completo tem como limite 50.000 caracteres (incluindo espaços).
  4. Os elementos de identificação do(s) autor(es) deverão ser enviados numa página separada e deverá incluir: Título, nome(s) do(s) autor(es), instituição a qual pertencem, palavras-chave (máximo: 5), nome completo, endereço postal, número de telefone e endereço eletrônico (e-mail).
  5. É preciso fazer o resumo e as palavras-chave num dos dois idiomas do Anuário (português ou galego) e também em inglês.
  6. As referências a autores ao longo do artigo deverão ser feitas da seguinte maneira:

(BERTEN, 2001, p. 35) – ou ‘tal como Berten (2001, p. 35) considera, «utopia é também uma ideologia»’;

(WINSECK e CUTHBERT, 1997); (GUDYKUNST et al.,1996); (AGAMBEN, S/D, p. 92).

As referências bibliográficas deverão ser apresentadas no final do artigo, respeitando os seguintes formatos:

BOUGNOUX, Daniel. Introdução às Ciências da Comunicação. Bauru (SP): Edusc, 1999.

MARÔPO, Lidia. A construção da agenda mediática da infância: um estudo de caso sobre a relação entre movimentos sociais e os media noticiosos. Lisboa: Livros Horizonte, 2008.

SELIGMAN, Laura. Jornais populares de qualidade: Ética e sensacionalismo em um novo padrão do jornalismo de interior catarinense. Brazilian Journalism Research – Volume 2 – Número 1 – 1° semestre – 2009.

GARCIN-MARROU, Isabelle. L’événement dans l’information sur l’Irlande do Nord. Dossier Le temps de l’événement 2. Réseaux: communication technologie société (CNET), n. 76, p. 49-60, mars/avril 1996. Disponível em: http://enssibal.enssib.fr/autres-sites/reseaux-cnet/76/03-garci.pdf . Acesso em: 06/08/2014.

GOFFMAN, E. Frame analysis: an essay on the organization of experience. Boston: Northeastern University Press, 1974.

Pesquisadores da EPC disponibilizam download gratuito de livro

Está disponível (aqui e aqui) para download gratuito o e-book: “Comunicação e cultura no Brasil: diálogos com a Economia Política da Comunicação e da Cultura”, coletânea de textos organizada por Eula Dantas Taveira Cabral e Adilson Vaz Cabral Filho.

Os textos presentes na obra são resultado dos Colóquios de Economia Política da Comunicação e da Cultura (EPCC), realizados no Rio de Janeiro, em 2017, e organizados em conjunto pelo setor de Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), pelo Centro de Pesquisas e Produção em Comunicação e Emergência (Emerge), da Universidade Federal Fluminense (UFF), e pelo grupo de trabalho Políticas de Comunicação, da União Latina de Economia Política da Informação, Comunicação e da Cultura, Seção Brasil (Ulepicc-BR).

Comunicação e cultura no Brasil: diálogos com a Economia Política da Comunicação e da Cultura. Eula Dantas Taveira Cabral e Adilson Vaz Cabral Filho (org.). Fundação Casa de Rui Barbosa. 137 páginas. ISBN 978-85-7004-379-5.

Os autores solicitam que em caso de citação seja registrada a referência completa da obra:

CABRAL, Eula D.T (Org.); CABRAL FILHO, Adilson V. (Org.). Comunicação e cultura no Brasil: diálogos com a Economia Política da Comunicação e da Cultura. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2018.

Disponível para ser baixado livro sobre jornalismo online na perspectiva da EPC

Está disponível para ser baixado gratuitamente no site da Editora UFS o segundo volume da obra Economia Política da Internet, agora dedicada ao Jornalismo Online. O livro foi escrito em coautoria pelos pesquisadores César Bolaño, Paulo Vinícius Menezes, Alain Herscovici, Valério Brittos, Fabio Moura e Eloy Vieira, no âmbito do Observatório de Economia e Comunicação (OBSCOM-CEPOS) da Universidade Federal de Sergipe.

O primeiro volume, que circula apenas impresso, é de 2007, mas teve uma segunda edição em 2011, quando foi incorporado à coleção Biblioteca EPTIC. Ele contava com uma perspectiva geral, ao tratar da problemática da convergência e da economia da Internet.

O volume 2 é o décimo livro publicado pela coleção Biblioteca EPTIC e o primeiro no formato online. Ambos são fruto da pesquisa sobre o tema que o OBSCOM vem desenvolvendo desde os anos 1990 e conta com textos de César Bolaño, o coordenador do OBSCOM, de seus alunos e dos convidados Valério Brittos (em memória) e, mais uma vez, Alain Herscovici (UFES), que já contribuíra no volume 1.

 Além do acompanhamento da história da rede, até os primeiros anos da década de 2010, e do capítulo teórico escrito por Bolaño e Herscovici conjuntamente, há um capítulo longo sobre jornalismo online. O estudo presente neste volume sobre jornalismo online deve, assim, deixar claro como esses diferentes níveis de abordagem se entrecruzam. Na verdade, esta classificação não se define em termos conceituais, no sentido forte da expressão, tratando-se antes de uma lista de noções simples e flexíveis, proteicas, pode-se dizer, com uma finalidade essencialmente prática, de orientar as pesquisas individuais e esclarecer os diferentes níveis de abstração em que as categorias da EPC e de outros campos e subcampos do conhecimento se articulam.

A diferença entre a primeira e esta edição, que saiu com atraso, não prejudica a leitura, pois trata-se justamente de um intento de acompanhar ao longo do tempo a evolução histórica da economia da Internet, bem como, construir um quadro teórico e analítico em permanente aperfeiçoamento.

Baixe o livro no site da Editora UFS, indo até o final do processo de compra, ainda que a obra esteja disponível de forma gratuita: http://www.livraria.ufs.br/produto/economia-politica-da-internet-jornalismo-online/

 

Chamada de trabalhos para o XVI Seminário OBSCOM/CEPOS e II Encontro da da Rede Celso Furtado e Comunicação, Cultura e Desenvolvimento (COMCEDE)

Está aberta, até 19 de março de 2018, a chamada de trabalhos para o XVI Seminário OBSCOM/CEPOS e o II Encontro da Rede Celso Furtado em Comunicação, Cultura e Desenvolvimento (COMCEDE), a serem realizados nos dias 24 e 25 de Maio de 2018 em São Cristóvão/SE.

Os interessados deverão enviar resumo expandido, de em média 500 palavras, salvo em PDF, tendo como nome do arquivo o sobrenome do autor ou autores seguido do número do GT (ex. Bolano_GT2), para o e-mail redfurtado.comcede@gmail.com.

O parecer sobre o aceite ou a recusa do trabalho será enviado para o e-mail do autor/autores até dez dias úteis após o final do prazo de submissão de artigos.

Importante: Só poderão apresentar trabalhos os autores que tiverem seus resumos aprovados e estiverem inscritos.

CLIQUE AQUI para baixar o modelo de resumo expandido

O Congresso

O Observatório de Economia e Comunicação (OBSCOM) da Universidade Federal de Sergipe é um espaço de produção acadêmica vinculado aos programas de pós-graduação em Economia e Comunicação da UFS. Sede do portal EPTIC (www.eptic.com) e da revista EPTIC Online – que em 2018 entra em seu vigésimo ano de atividades, tendo sido responsável pela criação da União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura e do seu capitulo brasileiro (ULEPICC–Brasil) – realiza periodicamente os seminários OBSCOM/CEPOS. A inclusão da sigla CEPOS na denominação dos mesmos se deve à transferência do grupo Comunicação, Economia Política e Sociedade para o OBSCOM após o falecimento de seu fundador, Valério Brittos.

Mais recentemente, o grupo OBSCOM/CEPOS tem sido o espaço de articulação de uma nova rede, buscando alinhar a economia política da comunicação (EPC) e o enfoque econômico histórico-estrutural latino-americano para repensar as políticas nacionais de desenvolvimento. Nessa trilha, em 2015 foi criada a Rede Celso Furtado de Pesquisa em Comunicação, Cultura e Desenvolvimento – COMCEDE, integrando pesquisadores de países latino-americanos, no intuito de formular um amplo programa de pesquisa interdisciplinar que permita recuperar o pensamento social, econômico e comunicacional crítico, contribuindo para a reflexão sobre essa complexa problemática nas condições particulares deste início de século.

O evento primeiramente busca consolidar tanto o Seminário Internacional como os encontros anuais da Rede COMCEDE. Em segundo lugar, de forma mais ampla, procura trabalhar com dois grandes objetivos. O primeiro, relacionado ao trabalho no interior da rede, procura socializar os avanços de cada linha de pesquisa quanto à definição da sua estrutura geral (subáreas), planos de trabalho e potenciais projetos de pesquisa. Na mesma perspectiva, busca-se, a partir do conhecimento dos interesses e pesquisas de cada linha de trabalho, identificar pontos de encontro para estruturar de maneira mais clara o programa macro de pesquisa interdisciplinar. O segundo objetivo tem um olhar para fora da rede, no intuito de continuar e amadurecer as relações com outros campos científicos, redes e pesquisadores em geral. Trata-se, nesse caso, de dar a conhecer a rede e promover a participação de mais pesquisadores latino-americanos. Assim, o seminário é também um espaço de divulgação de trabalhos dos membros da rede e de pesquisadores externos com afinidade e relação aos temas e áreas de trabalho da rede.

Grupos de Trabalho

  1. Economia e política cultural

As políticas públicas culturais e de comunicação são elementos fundamentais das políticas de desenvolvimento. Assim, a reestruturação do sistema cultural promovida no Brasil pelo regime militar instalado no país em 1964 redundou em mudanças radicais nas condições de construção da hegemonia, no debate sobre a cultura nacional, nos projetos de comunicação e educação popular etc., com impactos de longo prazo, que perduram até hoje, nas condições subjetivas que condicionam a mobilização dos agentes sociais, inclusive no terreno econômico. A construção de um projeto global de cultura alternativo, sobre a base de uma necessária autonomia cultural, é condição essencial na construção de uma efetiva contra-hegemonia. Em todo caso, é preciso entender a dinâmica de funcionamento das indústrias culturais e suas particularidades nos contextos mundial, latino-americano e nacional. O caso da televisão e da atual transição digital reveste-se de particular interesse.

  1. Comunicação e trabalho

O final do século XX trouxe à luz uma reestruturação profunda do capitalismo induzida pela revolução microeletrônica, que provoca um aumento inusitado das assimetrias e da exclusão, num sistema produtivo crescentemente informático e comunicacional. A comunicação e a cultura têm sido muitas vezes estudadas separadamente dos processos políticos, econômicos e das estruturas de poder. No campo dos estudos críticos, ao contrário, procura-se entender essas esferas da sociabilidade como uma totalidade em que o trabalho é o elemento central e a comunicação o meio que permite as interações entre os indivíduos e entre os grupos sociais. Os grandes sistemas de comunicação de massa têm garantido, ao longo do século XX, até hoje, as condições subjetivas para a hegemonia. O caráter intrinsecamente contraditório de todo desenvolvimento capitalista abre, não obstante, possibilidades de ação transformadora.

  1. Comunicação e desenvolvimento rural

Os desafios pela integração do campesinato no sistema capitalista durante o processo de modernização e desenvolvimento empreendido depois da Segunda Guerra Mundial na América Latina, tiveram a educação e a comunicação como protagonistas. Novos modelos de alfabetização utilizando o rádio foram o ponto de partida para a criação de diversas industriais culturais que promoveram a integração das comunidades rurais no capitalismo, impulsionando processos de destruição e imposição de conhecimento, em detrimento da sua autonomia cultural. Explorar a forma em que foram gestados esses programas de alfabetização e outras estratégias; a análise da dinâmica de criação e a consolidação das suas atividades culturais na América Latina; assim como os efeitos que elas tiveram em termos de dependência cultural e perda de autonomia, são temas de interesse fundamental.

  1. Economia política da internet

A reestruturação do  sistema internacional de telecomunicações vigente ao longo do século XX é um dos elementos chave da reestruturação produtiva iniciada nos anos 1980, pautada na continuidade do projeto de retomada da hegemonia norte-americana, representada, desta vez, nas estratégias de política industrial, inclusive o projeto das Infraestruturas Globais da Informação.  O resultado desse processo foi aumento da concentração de capital nas telecomunicações, sua globalização,  convergência tecnológica e de mercado entre telecomunicações, informática e indústrias de conteúdo, especialmente audiovisual, e uma fundamental expansão dos serviços de valor agregado, da telefonia móvel celular e da internet. Esta última tem representado uma mudança inusitada em todo o sistema global de cultura, que afeta a estabilidade do modelo das indústrias culturais.

Datas Importantes

  • Final da Chamada de Trabalhos:  19 de março de 2018.
  • Notificação sobre a aceitação das comunicações: 30 de março de 2018.
  • Línguas: Português, Inglês, Espanhol.

Chamada para livro sobre “Desigualdades, relações de gênero e estudos de jornalismo”

O Grupo de Pesquisa em Teorias do Jornalismo da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM) convida os pesquisadores da área para participar do livro que terá como título “Desigualdades, relações de gênero e estudos de jornalismo”, com período de submissão de resumos expandidos até 30 de março.

Ementa

As desigualdades sociais – econômicas, étnicas, geopolíticas e, especialmente, de relações de gênero, tema deste dossiê – tencionam e se manifestam no jornalismo de modo muito mais complexo do que as mazelas que cotidianamente são apresentadas (e representadas) nas pautas noticiosas. Trata-se mesmo de uma questão ontológica para o campo. As desigualdades estão na organização da esfera profissional, nas linguagens constitutivas da prática jornalística, nas características estético-expressivas e ético-políticas do modo particular de narração dos fatos pelas notícias e por outros formatos jornalísticos. Em um sentido mais amplo, a desigualdade remete à ideia de dessemelhança, diferença; em última instância, ao universo da alteridade, condição sine qua non na democracia, desde que respeitada, para o desenvolvimento de uma sociedade dialógica e tolerante. Por seu turno, a ideia de relações de gênero, como conceito e/ou noção, remete a diferentes interpretações no terreno das teorias sociais. Destaca-se, aqui, os Estudos das Relações de Gênero como campo do conhecimento dotado de iminência e urgência no atual estágio da sociedade democrática. O objetivo do dossiê é congregar reflexões e contribuições para o campo acadêmico a respeito da interlocução destas questões como os estudos teóricos do jornalismo. As propostas devem estar concentradas na área de Jornalismo, embora encoraje-se o diálogo com outras áreas do conhecimento, com enfoque nos estudos teóricos e metodológicos do campo. Todas as abordagens metodológicas são bem-vindas, desde que explicitadas.

Seleção

Para seleção preliminar dos textos, pedimos aos autores que enviem por e-mail (gpteoriasdojornalismo@gmail.com) um resumo estruturado em português de propostas de pesquisa contendo de 250 a 400 palavras, redigidas com fonte tipo Times New Roman, corpo 12 e espaçamento 1,5 justificado, em formato “.doc”. O prazo de envio se encerra em 30 de março de 2018. O resumo deverá estar no template anexado e conter os seguintes tópicos: 1) introdução, 2) objetivos, 3) delineamento do estudo, 4) método e 5) achados esperados.

 No início de cada proposta devem constar os seguintes itens na ordem listada abaixo:

 – Título do trabalho (mesmo que provisório) (fonte tipo Times New Roman, corpo 12 e espaçamento 1,5 em negrito e centralizado);

 – Nome dos autores (fonte tipo Times New Roman, corpo 12 e espaçamento simples em negrito e alinhados à direita) acompanhados de notas de rodapé com resumos dos currículos de cada pesquisador em até três linhas (fonte corpo 10 e espaçamento simples justificado);

 – Nome da instituição à qual estão filiados (fonte tipo Times New Roman, corpo 12 e espaçamento simples sem negrito e alinhado à direita).

A comunicação dos aceites dos resumos dos capítulos selecionados ocorrerá por envio de e-mail por parte dos editores da publicação, até 30 de abril de 2018.

Os capítulos devem ser enviados até 30 de maio de 2018 por e-mail (gpteoriasdojornalismo@gmail.com). Cada capítulo deve ser redigido conforme as orientações específicas (ver template anexado). Cada capítulo será revisado pelos editores da publicação. O resultado da revisão, com eventuais sugestões de ajustes e/ou modificações, será comunicado aos autores por e-mail até 30 de junho de 2018. Para envio por e-mail do texto final, já devidamente ajustado, normalizado e revisado, o prazo se encerra em 30 de julho de 2018.

Lançamento: A previsão para o lançamento do livro em versão digital é setembro de 2018, durante a realização do 41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação.

Editores:  Monica Martinez (Uniso), Marcos Paulo da Silva (UFMS) e Leonel Aguiar (PUC-Rio).

Editores assistentes: Vanessa Heidemann (Uniso) e Raquel de Souza Jeronymo (UFMS)

Cronograma:
Prazo para submissão de artigos: 30 março de 2018

  • Notificação do aceite: 30 de abril de 2018
  • Prazo para envio do capítulo: 30 de maio de 2018
  • Prazo dos editores para envio de sugestões: 30 de junho de 2018
  • Prazo dos autores para envio da versão final contemplando sugestões dos editores: 30 de julho de 2018
  • Publicação: setembro de 2018