Chamada da Revista Chasqui sobre “Cinema, política audiovisual e comunicação”

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Revista Latinoamericana de Comunicación Chasqui convida a todos os investigadores comprometidos com a Comunicação e as Ciências Sociais a apresentar o resultado de seus trabalhos para o dossiê “Cinema, política audiovisual e comunicação”. A data-limite de recepção é o dia 03 de junho.

Esta edição da Chasqui (Qualis A2 CSA1) terá a coordenação de Susana SEL (Universidad de Buenos Aires, Argentina/FLACSO, Ecuador). Para submeter, deverá carregar os artigos através do site da Chasqui:http://www.revistachasqui.org/index.php/chasqui/about/submissions#onlineSubmissions.

Ementa

O novo regime de percepção digital, enquanto projeto geopolítico, atribui determinações à tecnologia que na realidade correspondem ao funcionamento concentrado desta etapa do capital. O cinema, como parte das indústrias culturais, produz bens que se implicam na identidade coletiva e, além disso, tendem à reprodução da nova divisão internacional do trabalho

Nesse sentido, o cinema se encontra num processo de integração dependente do paradigma de mercado que apresenta múltiplas convergências. A migração entre suportes, a diversificação de um produto em numerosas plataformas e a participação de novos atores na produção de conteúdos simbólicos, promovidos por grandes empresas oligopólicas de telecomunicações e meios de comunicação, fundiram serviços de telefonia, redes de internet e distribuidores de televisão a cabo oferecendo rentabilidades extraordinárias. Transformações que operam também na organização laboral, e na reestruturação de numerosos setores da indústria, em função da Nova Divisão Internacional do Trabalho Cultural.

Algumas experiências de Estado na região na última década têm promovido outros espaços, porém, sem reverter este paradigma estruturalmente, em particular nos campos da exibição e distribuição operadas por escassos grupos monopólicos. Situação agrava tanto pela dependência da Organização Mundial do Comércio, quanto pelos últimos tratados como o Acordo Estratégico Trans-Pacífico de Associação Econômica, conhecido como TPP, que muda as leis em matéria de direitos de autor, outorgando mais poderes aos grandes estúdios de cinema.

As indústrias culturais têm como particularidade seu forte conteúdo simbólico, seu papel central na conformação de identidades e na possibilidade de contribuir à formação de valores associados à cidadania e à participação democrática. Ao mesmo tempo que relevam as relações sociais e de poder que condicionam a produção, distribuição e consumo dos recursos, daí a importância de considerar as dinâmicas produtivas e as relações econômicas que estão por trás da criação de conteúdos culturais.

Convoca-se acadêmicos e investigadores a debater e tratar da dimensão mercantil dos bens culturais referidos ao cinema, as dinâmicas que atravessam os mercados globais e as formas desiguais de acesso às tecnologias, enquanto possibilidade de emergência de novos modelos comunicacionais com possibilidades emancipatórias, opostas ao estado de situação que a hegemonia do capital propicia na região.

Eixos temáticos

O cinema nas indústrias culturais;

Sistema global de copyright, de distribuição e exibição;

Desenvolvimentos tecnológicos na produção e pós-produção;

Organização laboral e Nova Divisão Internacional do Trabalho Cultural;

Sistemas de informação e estatísticas do cinema na região;

Políticas Nacionais na última década no cinema regional;

Sustentabilidade econômica das produções independentes;

Circuitos de circulação regional das produções nacionais;

Estratégias de integração regional.

(En Español)

El nuevo régimen de percepción digital, en tanto proyecto geopolítico, asigna determinaciones a la tecnología que en realidad corresponden al funcionamiento concentrado de esta etapa del capital. El cine, como parte de las industrias culturales, produce bienes que se implican en la identidad colectiva y además tienden a la reproducción de la nueva división internacional del trabajo cultural, sostenido a través de un sistema global de copyright, promoción y distribución para maximizar beneficios.

En ese sentido, el cine se encuentra en un proceso de integración dependiente del paradigma de mercado que presenta múltiples convergencias. La migración entre soportes, la diversificación de un producto en numerosas plataformas y la participación de nuevos actores en la producción de contenidos simbólicos, promovidos por grandes empresas oligopólicas de telecomunicaciones y medios de comunicación, fusionan servicios de telefonía, redes de internet y proveedores de televisión por cable ofreciendo rentabilidades extraordinarias. Transformaciones que operan asimismo en la organización laboral, y en la reestructuración de numerosos sectores de la industria, en función de la Nueva División Internacional del Trabajo Cultural.

Algunas experiencias de Estado en la región en la última década, han promocionado otros espacios, pero sin revertir este paradigma estructuralmente, en particular en los campos de la exhibición y distribución operadas por escasos grupos monopólicos. Situación agravada tanto por la dependencia de la Organización Mundial del Comercio, así como por los últimos tratados como el Acuerdo Estratégico Trans-Pacífico de Asociación Económica, conocido como TPP que cambia las leyes en materia de derechos de autor, otorgando mayores poderes a los grandes estudios de cine.

Las industrias culturales tienen como particularidad su fuerte contenido simbólico, su rol central en la conformación de identidades y la posibilidad de contribuir a la formación de valores asociados a la ciudadanía y a la participación democrática. Al mismo tiempo que relevan las relaciones sociales y de poder que condicionan la producción, distribución y consumo de los recursos, de allí la importancia de considerar las dinámicas productivas y las relaciones económicas que subyacen a la creación de contenidos culturales.

Se convoca a académicos e investigadores a debatir y aportar sobre la dimensión mercantil de los bienes culturales referidos al cine, las dinámicas que atraviesan los mercados globales y las formas desiguales de acceso a las tecnologías, en tanto posibilidad de emergencia de nuevos modelos comunicacionales con posibilidades emancipatorias, opuestas al estado de situación que la hegemonía del capital propicia en la región.

Ejes temáticos:

  • El cine en las industrias culturales.
  • Sistema global de copyright, de distribución y exhibición.
  • Desarrollos tecnológicos en la producción y postproducción.
  • Organización laboral y Nueva División Internacional del Trabajo Cultural.
  • Sistemas de información y estadísticas de cine en la región.
  • Políticas Nacionales en la última década en el cine regional.
  • Sostenibilidad económica de las producciones independientes.
  • Circuitos de circulación regional de las producciones nacionales.
  • Estrategias de integración regional.