Comunicação, Desenvolvimento e hegemonia estadunidense na bacia hidrográfica do rio São Francisco

Por Bruno Santos*

No final da década de 1940, após o término da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos (EUA) e a União Soviética passaram a disputar mundialmente a hegemonia militar, política, econômica e cultural. Com a sociedade industrial global, a Indústria Cultural passa a ter papel estratégico nesse processo.

Nesse cenário, como parte desta disputa hegemônica, os EUA lançam o que seria conhecido como Ponto IV, um programa de auxílio ao desenvolvimento dos chamados países “subdesenvolvidos”, que incluía os países da América Latina. Inicialmente influenciada pelas teorias keynesianas, a execução do programa, ao longo das décadas, amplia as propostas das teorias estadunidenses da Comunicação para o Desenvolvimento.

O Programa Ponto IV integrava o projeto dos EUA de expansão mundial de sua hegemonia, que teve início com o sucesso do modelo da Tennessee Valley Authority (TVA) e sua disseminação, especialmente na América Latina, representando uma primeira etapa da expansão do paradigma da Modernização, ainda numa versão conhecida como “hidráulica”.

Naquela primeira etapa, fomentou-se na América Latina a criação de instituições governamentais para atuarem em políticas de Desenvolvimento Regional, entre elas a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Os estudos sobre a formação da Codevasf na perspectiva das teorias da Comunicação para o Desenvolvimento parte da criação e disseminação do modelo da TVA, que está fundamentado nas teorias de John Maynard Keynes sobre a necessidade de intervenção do Estado na economia e o incremento dos investimentos públicos para o equilíbrio do sistema capitalista. Para nós, uma primeira fase do Paradigma da Modernização.

A análise sobre a formação da Codevasf utiliza as teses de William Rostow sobre o desenvolvimento econômico para identificar a origem mais influente desse debate para, em seguida, reconstruir a contribuição dos estudos das teorias norte-americanas de Comunicação para o Desenvolvimento a partir de nomes como Daniel Lerner, Everett Rogers e Wilbur Schramm. Representantes do paradigma da Modernização, essas teorias defendiam que os países subdesenvolvidos deveriam passar do estágio tradicional em que se encontravam para o estágio moderno relacionado à noção de progresso bastante presente em seus fundamentos. Mais ainda, essa intervenção deveria ser realizada pelo Estado nacional e teria como principal instrumento a comunicação de massa, seja a partir dos meios ou de políticas de comunicação criadoras de uma ambiente estimulante ao progresso e à modernização

A investigação sobre essa hegemonia estadunidense na bacia hidrográfica do rio São Francisco ainda está em curso, mas já temos elementos que nos permitem desenhar na teoria o que foi construído na realidade concreta. Assim, o estudo sobre a formação histórica da Codevasf, desde sua criação como Comissão do Vale do São Francisco (CVSF), passando pela formatação como Superintendência do Vale do São Francisco, até sua configuração atual, tem nos mostrado que o modelo assumido por essa instituição governamental nesse percurso esteve intimamente relacionado com as estratégias de expansão do capitalismo, sob hegemonia dos EUA, em um cenário em que a lógica capitalista avança para o campo da cultura com a expansão das indústrias culturais.

A interpretação que fazemos é que, no âmbito das teorias da Comunicação para o Desenvolvimento, o que está contido são fundamentos teóricos e empíricos para utilização da comunicação de massa no projeto de expansão da civilização industrial, resultando na ampliação de mercados e na consolidação da hegemonia estadunidense sobre a América Latina.

Em 2012, um contrato de firmado entre a Codevasf e o Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos (Usace) para assistência técnica em projetos de hidrovias no rio São Francisco levantou questionamentos da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados do Brasil quanto à ameaças à soberania nacional. O contrato também foi objeto de Moção de Protesto do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea e Mútua também em 2012. Esses fatos alimentam a tese que, passados quase 70 anos, a hegemonia militar, política, econômica e cultural continua bastante presente na bacia hidrográfica do rio São Francisco, agindo para reforçar nossa dependência cultural e, consequentemente, tecnológica e econômica.

Muito ainda temos a desvendar sobre a presença das teorias estadunidenses da Comunicação para o Desenvolvimento no Brasil e em outros países periféricos da América Latina, África e Ásia. Identificar essa presença, muitas vezes velada, certamente é um caminho para compreender as limitações dos processos de desenvolvimento no Brasil e nos demais países periféricos na economia global. Entender como foram construídas historicamente essas relações de Dependência Cultural entre Centro-Periferia, a partir de grandes contribuições de pensadores brasileiros como Celso Furtado, poderá apontar a melhor estratégia para construção da Autonomia Cultural dos povos periféricos rumo à emancipação humana nos termos de Marx.

* Bruno Santos é jornalista da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Especialista em Gestão e Controle Social de Políticas Públicas e Mestre em Serviço Social pela Universidade Federal de Alagoas. Pesquisador associado ao Grupo de Pesquisa OBCOM/CEPOS da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Chamada para dossiê “Comunicação Comunitária e Direitos Humanos”

A Revista Mídia e Cotidiano recebe artigos até o dia 10 de abril para o dossiê “Comunicação Comunitária e Direitos Humanos”. As editoras convidadas são: Carla Baiense (UFF) e Patrícia Saldanha (UFF).

Ementa

Em um momento de inflexão das conquistas sociais obtidas nas últimas décadas no país, a comunicação comunitária, enquanto campo de disputa de narrativas políticas com interfaces econômicas, culturais e sociais, torna-se não apenas relevante, mas também urgente no que tange às consequências humanas.

A Seção Temática Comunicação Comunitária e Direitos Humanos pretende reunir artigos que analisem iniciativas de comunicação comunitária voltadas à promoção, reivindicação e defesa dos direitos fundamentais. Serão privilegiados trabalhos que discutam a potência e os limites dessas iniciativas a partir de experiências concretas, seja em mídias tradicionais, seja nas novas plataformas, considerando, ainda, formatos narrativos não convencionais. 

Revista

A Revista Mídia e Cotidiano (Qualis B4 – Comunicação & Informação) é uma publicação quadrimestral do Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano da Universidade Federal Fluminense. São bem vindos artigos teóricos e frutos de resultados de pesquisa, assim como resenhas de livros publicados no Brasil e no exterior. Além dos temas das seções temáticas, o periódico aceita em caráter permanente artigos de temas gerais que tratem ou dialoguem com a temática da Revista.

Mais informações em http://www.ppgmidiaecotidiano.uff.br/ojs/index.php/Midecot/about/submissions#authorGuidelines

Chamada de trabalhos sobre jornalismo alternativo e independente

A revista Pauta Geral – Estudos em Jornalismo (Qualis B5 – Comunicação & Informação) recebe até o dia 17 de abril artigos, resenhas e entrevistas para o dossiê cujo tema é “O jornalismo alternativo e independente: oportunidades no ambiente digital”.

A proposta se deve à verificação do crescimento, nos últimos anos, de iniciativas jornalísticas que se apresentam como possibilidades de novas construções de sentido e também de carreira profissional em um mercado cujo modelo de negócio está em crise. O debate, no entanto, deve considerar também a distinção sobre o que pode ser considerado ou não jornalismo, nesse meio.

Os artigos apresentados devem estar em conformidade com as normas da revista, disponíveis em: http://www.revistas2.uepg.br/index.php/pauta/index

 

Chamada para dossiê “Entretenimento Digital”

A Revista Lumina está com chamada aberta até o dia 31 de março para o dossiê “Entretenimento Digital: Meios e Processos do Lúdico na Cultura Contemporânea”. A edição tem como editores convidados: Thiago Falcão (Universidade Federal do Maranhão/ Universidade Anhembi Morumbi) e Letícia Perani (Universidade Federal de Juiz de Fora).

Ementa

As últimas duas décadas serviram de arena para uma transformação crucial na experiência dos mais distintos fenômenos sociais: da política ao lazer, a cultura digital transcendeu o status subcultural para se afirmar como uma das transformações mais relevantes na história social recente da humanidade. Mesmo o exercício de vislumbrar um contexto social desprovido dos dispositivos dos quais dependemos hoje, se prova um esforço considerável ante a proverbial onipresença das tecnologias digitais. 

Esta mudança infraestrutural certamente transformou a forma como nos divertimos. Se o exemplo mais natural, aqui, é o videogame – autêntico rebento da revolução digital – uma breve reflexão revela que o papel ocupado pelas tecnologias digitais é central no entretenimento contemporâneo. Efeitos especiais que trazem franquias à vida em filmes, séries de TV e parques temáticos; dispositivos de mediação para ambientes urbanos, que “aumentam” a realidade; suportes sociais para a conversação e convívio de indivíduos com os mesmos interesses: estes são apenas exemplos de como meios que se utilizam de tecnologias digitais incorporam materialidades e dão vazão a processos sociocomunicacionais complexos que nos convocam à reflexão. 

Neste dossiê da Revista Lumina, busca-se debruçar sobre esta confluência entre tecnologia digital e diversão, lazer. O objetivo central desta edição é discutir de que forma os estudos do campo da Comunicação revelam as relações e estruturas através das quais a sociedade contemporânea se relaciona com a noção de entretenimento, e como esta se imbrica às nuances do digital.

Algumas das temáticas de interesse deste dossiê estão listadas abaixo, não sendo limitadas às presentes na lista. 

– Poéticas e Políticas do Entretenimento Digital
– Narrativas e Materialidades nos Video Games
– Cultura e Comportamento dos Fãs na Cultura Digital
– Experiência Estética no Entretenimento Digital 
– Design e Materialidades no Entretenimento Digital
– Social TV e Efeitos na Audiência
– Práticas de Sociabilidade no Entretenimento Digital 
– Transformações do Lúdico nos Meios Digitais 

As diretrizes para o envio de artigos se encontram em https://lumina.ufjf.emnuvens.com.br/lumina/index.

Revista

Lumina (Qualis B1 – Comunicação & Informação) é a revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (PPGCOM/UFJF), que dá sequência à edição impressa, publicada semestralmente, da Lumina, Revista da Faculdade de Comunicação / UFJF (ISSN 1516-0785), iniciada em julho de 1998 e concluída em dezembro de 2006. Com periodicidade quadrimestral a partir deste ano, aceitam-se artigos, resenhas, relatos de pesquisa e entrevistas sobre questões e temas relacionados ao campo de estudos da comunicação.

Chamada de trabalhos para dossiê “Comunicação e Política”

A Revista Vozes e Diálogo está com chamada aberta para o dossiê “Comunicação e Política” para a edição nº 2 de 2017. Os artigos devem ser submetidos até 16 de abril no portal da revista.

Ementa

O cenário político mundial, especialmente após a eleição para presidente nos Estados Unidos, está no centro das discussões, tanto por parte dos veículos tradicionais de mídia quanto no âmbito das redes sociais digitais. Qual o teor desse debate, o que reverbera e o que mais mobiliza as discussões; qual a tônica das coberturas jornalísticas locais, nacionais e internacionais ao tratarem dos contextos políticos de sua abrangência?

Estes são apenas alguns dos questionamentos que podem mobilizar a produção dos artigos para o dossiê da segunda edição da revista Vozes e Diálogo de 2017. O dossiê vai tratar, justamente, da relação entre Política e meios de comunicação e irá contemplar artigos teóricos e relatos de pesquisas que se proponham a problematizar essas e outras questões relacionadas ao tema.

Serão aceitos trabalhos de mestres e doutores. Mestrandos podem submeter contribuições em conjunto com doutores. Os trabalhos deverão ser inéditos e originais, mas podem ter sido publicados em anais de evento da área, desde que o autor notifique os editores.

Além do dossiê, a revista também aceita artigos sobre outros assuntos na seção Relatos de Pesquisa e Resenhas, estes em fluxo contínuo.

REVISTA

A Vozes e Diálogo é a Revista Acadêmica dos Cursos de Comunicação Social da Univali – SC, avaliada como B4 em Ciências Sociais Aplicadas I pelo Qualis-Capes. Além do dossiê, a revista também aceita artigos de outras temáticas em regime de fluxo contínuo bem como resenhas de obras publicadas nos últimos três anos.

Mais informações: http://www6.univali.br/seer/index.php/vd/index

Chamada para dossiê “Cultura material, consumo e significação cultural”

Em tempos de discussão sobre a natureza da apropriação de bens culturais enquanto um mecanismo de poder e de esvaziamento de afirmação identitária, a TRAMA: indústria criativa em revista (ISSN 2447-7516) lança chamada até o dia 23 de abril para o dossiê Cultura material, consumo e significação cultural, a ser publicado em julho de 2017.

Esse quarto número da revista TRAMA pretende colocar em discussão a importância dos “trecos, troços e coisas” (Miller, 2014), i.e., a cultura material na construção das identidades culturais desde a Modernidade e como, ao longo do tempo, os bens vêm ganhando em importância como instrumento de visibilidade de identificação cultural e de subjetividade individual (Appadurai, 1986; Baudrillard, 1970, 2008; Bauman, 2007; Campbel, 2001, 2006; Canclini, 1995; Featherstone, 1995; Hall, 2003; MacCracken, 2003, 2012; Miller, 2014; Rocha, 1995; Slater, 2002; Veblen, 1988; entre outros). 

Nesse sentido, o consumo, aqui entendido como aquisição, uso e descarte dos bens, tornou-se prática social impregnada de lógicas e estratégias de significação que extrapolam sua razão prática (Sahlins, 2003) e que colocam em xeque as fronteiras simbólicas da cultura – locais, globais, de raça, de gênero e de classe social, a partir da já citada discussão da apropriação cultural, assim como as fronteiras físicas, com a globalização dos mercados.

Serão bem vindos textos que levem em conta, mas não só, questões relacionadas à problematização da cultura material tanto em suas dimensões sociais e políticas quanto simbólicas, e também artigos que tragam reflexões sobre as práticas de consumo em variados matizes: histórico, político, estético, material, ideológico, entre outros.

Para a seção de Artes e Imagens, estamos aceitando trabalhos que contenham conteúdo com fotos e vídeos, GIFs, animações,etc, que preferencialmente, mas não necessariamente, tenham relação com a discussão proposta pelo Dossiê.  

As seções de Entrevistas, de Resenhas e de Temas Livres recebem contribuições em fluxo contínuo. 

Revista

A Revista Trama (Qualis C – Comunicação & Informação) é uma publicação semestral vinculada ao Centro de Ensino Indústria Criativa da Universidade Estácio de Sá. Este periódico tem como missão oferecer um espaço de reflexão e debate sobre as mais diversas experiências de produção no campo da indústria criativa.

Para saber sobre as normas de publicação e envio dos textos: http://periodicos.estacio.br/index.php/trama/about/submissions#onlineSubmissions

Disponível para download livro “Ditaduras Revisitadas”

Os pesquisadores Denize Araujo (Universidade Tuiuti do Paraná – UTP),  Eduardo Morettin (Universidade de São Paulo – USP) e Vitor Reia-Baptista (Universidade do Algarve- UAlg -Portugal) acabam de disponibilizar para download o e-book Ditaduras Revisitadas: cartografias, memórias e representações audiovisuais.

A publicação é resultado de uma parceria de pesquisa entre o Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) da Universidade Aberta de Lisboa e Universidade do Algarve, o Grupo de Pesquisa Comunicação, Imagem e Contemporaneidade (CIC – gpcic.net) da Universidade Tuiuti do Paraná, e o Grupo de Pesquisa História e Audiovisual: circularidades e formas de comunicação (HA – www.historiaeaudiovisual.weebly.com) da Universidade de São Paulo. 

Ditaduras revisitadas está dividido em três partes: “Representações e leituras”, “Cartografias e lugares de memória” e “Resistências e enfrentamentos”. Conceitos como memória, história e subjetividades, dentre outros, perpassam a discussão teórica empreendida pelos 48 autores nacionais e estrangeiros, pertencentes a diversas instituições de ensino superior do Brasil e do exterior, em um movimento que mobiliza diferentes meios, como cinema, televisão, imprensa, fotografia, sites, e similares.

Ao final, há os testemunhos, alguns deles inéditos, dos diretores dos filmes analisados, como Florestano Vancini, Germán Scelso, Jonathan Perel, José Pedro Charlo e Aldo Garay, Lúcia Murat,  Luís Filipe Rocha, Luiz Alberto Sanz, Mari Corrêa, Miguel Littín e Tata Amaral.

Seguem os links para baixar o livro:

http://sapientia.ualg.pt/handle/10400.1/8962

http://ciac.pt/pt/noticias-recentes/denize-ditaduras/666#.WME8QTTF-J1

https://drive.google.com/file/d/0B-2f45zL8GWTZW42eE14RmdWYVE/view

I Colóquio de Economia Política da Comunicação e da Cultura

No dia 10 de abril de 2017, às 10h, será realizado no Rio de Janeiro o I Colóquio de Economia Política da Comunicação e da Cultura. O evento acontece na Sala de Cursos da Fundação Casa de Rui Barbosa.

O objetivo é reunir pesquisadores das áreas de economia política da comunicação e da cultura e da sociedade civil para analisar e debater o campo, criando espaços de interlocução e troca entre pesquisadores e ativistas.

No I Colóquio serão analisados a televisão brasileira e os produtos culturais. O pesquisador Octavio Penna Pieranti falará sobre “O papel da televisão na distribuição de produtos culturais no século XXI”. Já a superintendente do Canal Saúde da Fiocruz, Marcia Correa e Castro, sobre “Produção e financiamento na TV Pública”. O evento será mediado pelo pesquisador de Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura e ex-presidente da ULEPICC  Brasil, Adilson Vaz Cabral Filho.

Para participar do I Colóquio de Economia Política da Comunicação e da Cultura é preciso se inscrever, por email, no endereço coloquio.epcc@gmail.com. O evento é gratuito e garante Certificado aos que tiverem confirmadas suas inscrições via email e presença no evento.

O Colóquio é uma realização da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), Laboratório de Estudos em Comunicação, Tecnologia e Educação Cidadã (Lecotec), Centro de Pesquisa e Produção em Comunicação e Emergência (Emerge), Grupo de Pesquisa Políticas e Economia da Informação e da Comunicação (PEIC) e GT1 – Políticas de Comunicação – da União Latina de Economia, Política da Informação e Cultura, capítulo Brasil (ULEPICC-Br).

Saiba mais sobre os Palestrantes e o Mediador

Octavio Penna Pieranti é autor de livros sobre Economia Política da Comunicação e pesquisador do Lecotec. Lattes: http://lattes.cnpq.br/2286089648804371

Marcia Correa e Castro é Superintendente do Canal Saúde /Fiocruz e coordenadora da Bem TV – Educação e Comunicação. Lattes:  http://lattes.cnpq.br/0149882908273728

Adilson Vaz Cabral Filho é Coordenador do Emerge e Professor do PPG em Mídia e Cotidiano da UFF. Foi Presidente da ULEPICC-Br. Lattes:  http://lattes.cnpq.br/1787526384833274

I Colóquio de Economia Política da Comunicação e da Cultura

Data: 10 de abril de 2017 (segunda-feira)

Horário: 10h às 12h

Local: Sala de Cursos da Fundação Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente 134 – térreo – prédio principal, no bairro de Botafogo (Rio de Janeiro – RJ),  perto do metrô de Botafogo.

Inscrições (gratuitas e com direito a Certificado): coloquio.epcc@gmail.com

XXII Encontro Nacional de Economia Política recebe trabalhos

A restauração neoliberal e as alternativas na periferia em tempos de crise do capitalismo serão a temática do XXII Encontro Nacional de Economia Política, que será realizado no Instituto de Economia da Unicamp (IE), de 30 de maio a 2 de junho. Trabalhos podem ser submetidos até 12 de março. Além dos artigos, este ano o evento convida estudantes de graduação para apresentação de pôsteres.

A conjuntura atual da economia mundial recoloca o neoliberalismo como a resposta que o capitalismo constrói para a saída de sua própria crise. Esta conjuntura já explicitada no plano mundial se exacerba no atual momento tanto para a América Latina como para a economia brasileira. A Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP) convida pesquisadores, acadêmicos, profissionais, estudantes e demais interessados para participar do XXII Encontro Nacional de Economia Política (XXII ENEP) para refletir criticamente sobre essa conjuntura. O tema deste ano, “Restauração Neoliberal e as Alternativas na Periferia em Tempos de Crise do Capitalismo”, tem esse objetivo, e será tratado por diferentes temáticas cobrindo os tópicos do ajuste fiscal, das reformas estruturais, privatizações e seus impactos sobre os direitos sociais, perspectivas socioeconômicas, e momento político de nossa sociedade.

Além de minicursos e seções de apresentações de trabalho, o Encontro abrigará painéis especiais sobre as políticas de austeridade, sobre os 150 anos d´O Capital, sobre as alternativas econômicas para o Brasil, sobre a conjuntura latino-americana e sobre o papel dos movimentos sociais.

Apresentadores de artigos terão acesso a duas diárias e os estudantes de graduação com pôsteres terão disponibilizados alojamentos colaborativos e refeições no restaurante universitário.

Para submissão de trabalhos e mais informações acesse o site do evento. Acompanhe também as discussões pela página do evento no Facebook.

Chamada Compolítica 2017

A Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul promovem, de 10 a 12 de maio de 2017, em Porto Alegre, a sétima edição do Congresso da Compolítica. A chamada de resumos expandidos vai até o dia 20 de março.

Com o tema “Democracia em crise? Mídia, opinião pública e instituições do Brasil contemporâneo”, o 7º COMPOLÍTICA abre espaço para debater a conjuntura atual, com questões e perplexidades políticas, sociais e midiáticas da conjuntura nacional. A programação do Congresso abrange conferência de abertura, mesas de debates, entrega do Prêmio Compolítica de melhor tese e dissertação, lançamento de livros, atividades culturais e 9 grupos de trabalho.

ORIENTAÇÕES

O resumo expandido, com 3 a 4 mil caracteres sem espaço, deve ser enviado apenas para um determinado grupo de trabalho, com identificação do autor com mini-currículo, e como anexo para o e-mail gtscompolitica2017@gmail.com. O nome do GT pretendido deve ser indicado no assunto do e-mail. Esta informação é determinante para que o trabalho seja avaliado. Serão selecionados até 10 trabalhos por GT. Os autores com mais de 1 resumo em diferentes grupos serão desclassificados.

A divulgação dos trabalhos aceitados está prevista para o dia 25 de março. Os artigos completos aprovados precisarão ser enviados até 30 de abril.

GRUPOS DE TRABALHO

GT 1. COMUNICAÇÃO E DEMOCRACIA

GT 2. COMUNICAÇÃO E SOCIEDADE CIVIL

GT 3. COMUNICAÇÃO PÚBLICA E INSTITUCIONAL

GT 4. CULTURA POLÍTICA, COMPORTAMENTO E OPINIÃO PÚBLICA

GT 5. INTERNET E POLÍTICA

GT 6. JORNALISMO POLÍTICO

GT 7 MÍDIA E ELEIÇÕES  

GT 8. POLÍTICAS DE COMUNICAÇÃO 

GT 9. PROPAGANDA E MARKETING POLÍTICO

Mais informações em: http://www.ufrgs.br/compolitica2017