UFF realiza VI Seminário de Pesquisa em Mídia e Cotidiano

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O Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano da Universidade Federal Fluminense (UFF), promoverá em Niterói/RJ dos dias 17 a 19 de maio de 2016, o VI Seminário de Pesquisa em Mídia e Cotidiano. O tema do evento esse ano será Mídia e Democracia, dividida em três áreas de estudo: linguagens, políticas e tecnologias em contexto de convergência. Resumos expandidos podem ser enviados até 20 de março.

Grupos de Trabalho

GT 1 Linguagens – A relação entre as linguagens tradicionais e os processos não convencionais de comunicação; Novos atores e consumidores de informação; Experiências inovadoras na área de linguagem. O GT é coordenado por Emmanoel Ferreira e Laura Bedran, com assistência de Max Milliano Melo. E-mail para envio:  mdlinguagensppgmc@gmail.com

GT 2 Políticas – Grupos de poder e meios de comunicação de massa e comunitários; Hegemonia e contra-hegemonia midiática; Aspectos teóricos e metodológicos de experiências e práticas cidadãs da comunicação social, popular e alternativa incluindo questões de gênero, etnia, religiosidade e classe; O marco regulatório da mídia no Brasil; Relato de experiências locais, regionais, nacionais e internacionais sobre apropriações de tecnologias da informação e da comunicação pelos movimentos sociais. O GT é coordenado por Andrea Medrado e Patrícia Saldanha, com assitência de Andrew Costa. E-mail: mdpoliticasppgmc@gmail.com

GT 3 Tecnologias – Tecnologias a serviço da difusão do conhecimento; Processos de democratização da educação via tecnologias de comunicação; A relação entre mídia e educação; Os modelos de EAD e o perfil do destinatário; Tecnologias a serviço da democratização da comunicação. O GT é coordenador por Alexandre Farbiarz e Adilson Cabral, com assistência de Lucas Bastos. E-mail: mdtecnologiasppgmc@gmail.com

Mais informações

Alunos de graduação e pós-graduação da UFF que não forem apresentar trabalhos têm entrada gratuita. Os demais interessados podem consultar mais informações no site do PPGMC (Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano).

A Conferência de Abertura será feita por Atílio Borón e o encerramento por Franklin Martins. O Seminário atinda terá três mesas temáticas com participação de expressivos pesquisadores e profissionais da Comunicação.

Clique em cada link para conferir as  Normas de Submissão, o Cronograma do Evento e a Programação Completa do VI Seminário.

Elementos para identificar o lugar do rádio no vale do São Francisco alagoano

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Por Bruno Silva dos Santos*

O vale do São Francisco alagoano é uma região formada por 50 municípios incluídos, em quase sua totalidade, no semiárido brasileiro, segundo estudos e definição da Companhia dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) (CODEVASF, 2012). Sua população em 2011, segundo dados da Codevasf, apoiados em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), era de 1.227.531 milhões habitantes distribuída nos cinquenta municípios da região. O mapa abaixo traz uma representação dos municípios do vale do São Francisco alagoano (CODEVASF, 2012).

Desde o ano de 2014, a Assessoria Regional de Comunicação e Promoção Institucional da Codevasf em Alagoas realiza um estudo para mapeamento das emissoras de rádio e dos portais de notícia e blogs de opinião localizados nos 50 municípios do Vale do São Francisco alagoano.

O que se propõe é fazer um balanço crítico da realidade da radiodifusão sonora e do surgimento dos veículos digitais de informação nessa região, buscando entender os principais problemas das industriais culturais e suas implicações no acesso à informação das populações desses municípios e na promoção da democratização da comunicação.

Os resultados preliminares do presente estudo apontam a existência de 57 emissoras de rádio prestando os serviços de radiodifusão sonora FM, AM e RadCom em 30 municípios dos 50 que compõem o Vale do São Francisco alagoano. Dessas, cerca de 58%, ou seja 33 emissoras, atuam no serviço de RadCom, enquanto 30% transmitem em FM – 17 emissoras – e 7 que operam em AM, representando cerca de 12% do total de rádios identificadas.

Dos 30 municípios com serviço de radiodifusão sonora, 22 possuem apenas uma emissora, sendo que em 21 desses municípios o serviço prestado é o de RadCom, contra apenas uma com o serviço AM.

Cabe destacar que, o que pode representar um avanço no acesso à informação com um número superior de emissoras comunitárias na comparação com as emissoras comerciais, na verdade encobre uma limitação formal ao exercício do direito à comunicação, já que a formatação legal dada às rádios comunitárias no Brasil limitou seu raio de alcance a um quilometro, o que não cobre nem uma parte significativa do município, quanto mais toda sua extensão. Assim, 22 RadComs não possuem a força de alcance de 17 FMs ou 7 AMs.

A identificação que apenas oito municípios – Arapiraca, Palmeira dos Índios, Penedo, Delmiro Gouveia, Santana do Ipanema, Major Isidoro, Porto Real do Colégio e Teotonio Vilela – possuem mais de uma emissora de rádio prestando, pelo menos, dois dos três serviços de radiodifusão sonora identificados na região (RadCom, FM e AM) aponta um indicio de concentração de veículos de comunicação nessas localidades.

Esse indício ganha força quando identificamos que 20 dos 50 municípios do vale do São Francisco alagoano não possuem quaisquer serviços de radiodifusão sonora. Isso significa que, em 40% dos municípios da região estudada, a população não possui acesso a informações locais e comunitárias de sua própria comunidade por meio do mais tradicional veiculo de comunicação na região, pelo menos não de forma privilegiada e com atenção especial às demandas locais.

Essa concentração de veículos em oito municípios da região pode ser explicada, em parte, pela centralização do desenvolvimento socioeconômico regional em cinco municípios que estão entre os maiores Produto Interno Bruto (PIB) municipal do vale do São Francisco alagoano – 2.173.811, 465.494, 396.273, 359.471 e 238.193, respectivamente Arapiraca, Palmeira dos Índios, Penedo, Delmiro Gouveia e Santana do Ipanema –, entre os maiores Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – 0,649, 0,638, 0,630, 0,612 e 0,591 respectivamente – e entre as maiores populações dos municípios do vale do São Francisco alagoano – 216.108, 70.556, 60.638, 48.493 e 45.197, respectivamente (CODEVASF, 2012).

Não é coincidência que o município com maior PIB municipal, com o mais elevado IDH e que reúne a mais numerosa população dos 50 municípios analisados – Arapiraca – concentre também o maior número de emissoras FM – 05 rádios FM – e AM – 02 rádios AM.

Outro dado encontrado pelo mapeamento indica a penetração no vale do São Francisco alagoano dos dois maiores grupos de mídia identificados na pesquisa “Os Grupos de Mídia e a Economia Política da Comunicação em Alagoas” – Organização Arnon de Mello (OAM) e Pajuçara Sistema de Comunicação (PSCOM). (SANTOS et al., 2008).

A OAM possui na região duas emissoras de rádio prestando o serviço FM, em Arapiraca, e AM, em Pão de Açúcar, sendo essa última uma das poucas emissoras a prestar o serviço em Ondas Médias na região.

Já o PSCOM também estendeu seus negócios para essa região com o funcionamento de uma rádio FM no município de Arapiraca.

Novamente o mais populoso, com maior desenvolvimento humano e mais rico município do vale do São Francisco alagoano é palco de mais um fenômeno marcante das indústrias culturais no capitalismo monopolista com a expansão dos negócios para além da região geográfica de origem. Com isso, podemos apontar Arapiraca como o centro difusor das indústrias culturais no vale do São Francisco alagoano.

Os resultados preliminares também ratificam uma das tendências apontadas por Thompson (2011) quanto aos grupos de mídia, a concentração, já que os veículos da região estão concentrados em poucos grupos em um reduzido número de municípios.

De um lado temos oito municípios concentrando 61,4% das emissoras, ou seja 35 de 57 rádios AM, FM e RadCom. Em outro extremo, vinte municípios não possuem serviço de radiodifusão sonora, comprometendo o acesso da população a informações locais e comunitárias.

Sobre o lugar do rádio no conjunto das indústrias culturais, Ferraretto (2009, p. 94) nos traz alguns esclarecimentos:

Considera-se, deste modo, a indústria de radiodifusão sonora como um setor econômico específico do qual fazem parte as empresas que recebem outorgas do Estado para operação de emissoras voltadas, de modo prioritário, à obtenção do lucro e, por extensão, à acumulação de capital. A sua sobrevivência, ao longo do tempo, dá-se pela constante adaptação às alterações introduzidas por novos meios no mercado, o que ocorre em dois planos: como ente empresarial e como produtor de conteúdo.

Para reforçar a definição que adotamos sobre o lugar do rádio nas indústrias culturais hoje, temos a valiosa contribuição de Bolaño (2012, p. 4-5) em suas considerações sobre a economia política do rádio no Brasil:

As diferentes indústrias culturais e da comunicação encontram-se sujeitas a três forças, que exigem cada uma delas, o cumprimento de uma função: publicidade, propaganda, programa. O rádio e a TV podem ser tomados como paradigmas desse modelo […].

A função propaganda está ligada aos interesses do Estado e, no caso do rádio, teve no governo Vargas o seu momento paradigmático […]. A função publicidade é precisamente aquela vinculada ao processo de acumulação do capital monopolista.

O cumprimento de ambas as funções que deverão necessariamente realizar-se no nível do conjunto da Indústria Cultural […] exige uma inserção social, que defini como função programa, mas que se refere essencialmente à exigência que se faz a qualquer indústria cultural de atender a necessidades de reprodução simbólica do mundo da vida dos homens e mulheres que compõem aquele público consumidor de cultura, transformado, assim, em audiência. É a venda da mercadoria audiência que permite o financiamento das empresas que concorrem no mercado de cultura de onda.

Então pela junção dessas três forças – propaganda, publicidade e programa -, o rádio continua a ocupar um espaço privilegiado no conjunto das industriais culturais ao fazer a mediação entre capital, Estado e as massas.

O formato atual das rádios comunitárias no Brasil, com raio de alcance de até um quilometro e vedação ao financiamento por meio de comercialização de espaços publicitários e à formação de redes que ampliem o alcance da emissora, não consegue dar conta das demandas por comunicação mediática das populações desses municípios. Isso tem levando alguns radiodifusores comunitários a investir na ampliação, de forma ilegal, do raio de alcance da RadCom, o que tem resultado na criminalização desses atores da comunicação e o fechamento de importantes espaços simbólicos de mediação.

Em outra ponta, os radiodifusores comerciais ou empresariais concentram seus negócios em microrregiões nas quais identificam maior possibilidade de ampliação de suas taxas de lucro. Assim, estendem sua atuação para o circulo de municípios com maior nível de desenvolvimento regional.

Os estudos para mapeamento das rádios, blogs e portais de notícia ainda está em execução. Consequentemente as análises dos dados também estão em processamento, mas já indicam um distanciamento entre a realidade de comunicação mediática por rádio entre os municípios pólos e aqueles que gravitam em seu entorno. Esse parece ser o lugar do rádio hoje no vale do São Francisco alagoano.

REFERÊNCIAS

BOLAÑO, César R. S. Considerações sobre a economia política do rádio no Brasil. Eptic – Revista de Economía Politica de las Tecnologias de la Información y de la Comunicación. Aracaju, SE, v. XIV, n. 2, maio-ago. 2012. Disponível em:

< http://www.seer.ufs.br/index.php/eptic/article/view/417/331

BRASIL. Agência Nacional de Telecomunicações. Sistema de Informação dos Serviços de Comunicação de Massa (SISCOM). Disponível em: <http://sistemas.anatel.gov.br/siscom/>. Acesso em: 11 abr. 2015.

BRASIL. Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba. Aprova a Metodologia de Divisão Político-Administrativa da Área de Atuação da Codevasf, bem como a relação dos municípios integrantes da área de atuação da Codevasf, resultante da aferição dos limites geográficos das bacias hidrográficas dos rios São Francisco, Parnaíba, Itapecuru e Mearim. Resolução n. 702, de 25 de setembro de 2012. Brasília, DF.

FERRARETTO, Luiz Artur. Rádio e capitalismo no Brasil: uma abordagem histórica. IN HAUSSEN, Doris Fagundes; BRITTOS, Valério Cruz. (Org.). Economia política, comunicação e cultura: aportes teóricos e temas emergentes na agenda política brasileira. Porto Alegre; Editora da PUCRS, 2009. P. 93-112.

ORTRIWANO, Gisela Swetlana. A informação no rádio: os grupos de poder e a determinação de conteúdos. São Paulo: Summus, 1985.

SANTOS, Anderson Gomes et al. Os Grupo de mídia e a economia política da comunicação em Alagoas. In: Semana Internacional de Estudos Midiáticos, 1., 2008, Maceió. Anais daSemana Internacional de Estudos Midiáticos. Maceió, AL: Ufal, 2008.

THOMPSON, John B. Ideologia e cultura moderna: teoria social crítica na era dos meios de comunicação. 9ª ed. Petrópolis: Vozes, 2011.

* Jornalista da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Especialista em Gestão e Controle Social de Políticas Públicas e Mestre em Serviço Social pelo Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Pesquisador associado ao Grupo de Pesquisa Comunicação, Política e Sociedade (CEPOS/OBSCOM). E-mail: bruno.silva@codevasf.gov.br.

Anita Simis é a nova coordenadora do GP EPICC da Intercom

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A professora Anita Simis, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), é a nova coordenadora do Grupo de Pesquisa Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação). Em anúncio nesta semana, a pesquisadora afirma ter como objetivo para sua gestão “ampliar em número de membros e em subgrupos mais articulados que possam inclusive propor pesquisas mais abrangentes”.

O GP de EPICC tem seu histórico na Intercom dividido em duas fases. A primeira de 1992 a 2000, quando se chamava “Economia Política das Tecnologias de Informação, Comunicação e Cultura (EPTIC)”, espaço importante para o desenvolvimento da EPC no Brasil e na Ibero-América que, dentre outras coisas, gerou a Rede EPTIC – incluindo boletim e este portal – e a Revista EPTIC. A segunda começou em 2010, na reestruturação das Divisões Temáticas e grupos de trabalho do evento, tendo desde então como coordenadores: Valério Cruz Brittos (Unisinos), Ruy Sardinha Lopes (USP) e agora Anita Simis (UNESP).

Anita é professora da Graduação e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais pela UNESP – Campus de Araraquara. Sua formação é de bacharel em Ciências Sociais pela USP (1979), com doutorado em Ciência Política também pela USP (1993) e Livre-Docência em Sociologia da Comunicação pela UNESP (2010). Seu trabalho mais conhecido é o livro Estado e Cinema no Brasil, que em 2007 recebeu o Prêmio Rumos Pesquisa: Gestão Cultural oferecido pelo Itaú Cultural e está na 3ª edição. Atua na área de Sociologia da Comunicação, com ênfase em Política Cultural, Política Cinematográfica, Televisão, Rádio, Produção Independente, Indústria Cultural. Tem trajetória acadêmica marcada por uma efetiva participação nas seguintes entidades científicas: Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (SOCICOM), como Diretora Administrativa (2008-2012) e na União Latina de Economia Política da Informação da Comunicação e da Cultura (ULEPICC-Capítulo Brasil), como presidente (2008-2010).

A pesquisadora enviou a seguinte nota sobre o novo cargo assumido:

Car@s colegas,
              
Com grande satisfação comunico que sou a nova coordenadora do GP Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura, na Intercom.

O trabalho demanda responsabilidade e atenção para com um Grupo que tem uma história e é formado por vocês: pesquisadores importantes de todo Brasil e até mesmo alguns do exterior. Meu objetivo principal será justamente reafirmar a construção de laços sólidos com vocês todos, e novos pesquisadores que venham a se incorporar, e que tenham como instrumento teórico a Economia Política, seja na sua interface com as Comunicações, seja com a Informação e a Cultura.

Minha principal missão será, portanto, primeiramente criar uma estabilidade que possa sustentar um crescimento do número de participantes no GP para que possam se envolver em trabalhos mais articulados, sempre dentro da perspectiva interdisciplinar. Minha experiência como membro do GP nestes anos mostrou que agora o GP está maduro para ampliar em número de membros e em subgrupos mais articulados que possam inclusive propor pesquisas mais abrangentes. Essa última sugestão parte do princípio de que a Intercom consegue agregar pesquisadores dos mais diversos estados e que, portanto, poderiam ser estimulados a mapear questões comuns em suas respectivas regiões. Se frutífera esta proposta, poderá desdobrar-se em publicações que possam contribuir significativamente para o desenvolvimento da pesquisa na área, preenchendo lacunas que nem sempre são reconhecidas ou possíveis de serem preenchidas no âmbito individual da pesquisa.

Por outro lado, um trabalho que foi proposto e realizado pelo meu antecessor na coordenação do GP, Prof. Ruy S. Lopes, e que se mostrou frutífero, foi articular aproximações com grupos de pesquisa já estruturados. Essa aproximação já ocorreu anteriormente, por meio de mesas realizadas com outros Grupos da Intercom – como o de Comunicação Alternativa e Comunitária e Rádio de Mídias Sonoras, e mais, recentemente, por meio do Fórum Eptic, na Intercom de 2015, com o grupo da Profa. Roseli Aparecida Figaro Paulino. Eu mesma tenho trabalhado com um grupo que se ampliou nos últimos anos e que trata da Economia Política do Cinema, mas que ainda pode ser mais estruturado. Creio que abrir sessões com temáticas mais especializadas pode aprofundar o debate e incentivar pesquisas mais orgânicas.

Por fim, outro trabalho desenvolvido e/ou incentivado pelo prolífico Prof. Ruy que pretendo dar continuidade trata da promoção de minicursos e do incremento de canais de comunicação entre os membros do GP. Lembro por exemplo que temos um grupo no Facebook, chamado Discutindo Economia Política da Comunicação, criado e administrado por membros do Grupo, e que no momento conta com 216 membros. Quem ainda não se inscreveu neste grupo, faço aqui o convite para que se incorpore https://www. facebook.com/groups/ discutindoepc/

De forma resumida esta é a minha proposta de trabalho e fico a disposição para qualquer dúvida sobre ela.

Um grande abraço a tod@s,
Anita Simis

Revista EPTIC abre chamada sobre “territórios demarcados pelo mercado das Comunicações”

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A REVISTA EPTIC, produzida pelo Observatório de Economia e Comunicação (OBSCOM) da Universidade Federal de Sergipe (UFS), informa que está aberta até o dia 15 de maio a chamada de trabalhos para a edição de setembro-dezembro, vol.18, n.3 que terá como tema de seu dossiê temático “Global, Regional, Local: territórios demarcados pelo mercado das Comunicações”.

Ementa

Pensar a estruturação das indústrias culturais através das relações estabelecidas em suas dimensões territoriais é o propósito do próximo dossiê temático da Revista EPTIC. Trata-se de uma compreensão que permite múltiplos atravessamentos: interações entre os vários níveis e setores, atuação empresarial em níveis simultâneos, além de suas implicações na composição dos mercados, bem como na incidência destes em relação ao Estado.

Aspectos econômicos, políticos e culturais podem ser compreendidos a partir do enfoque na problemática territorial, relacionada ao atual estágio do capitalismo e da estruturação do setor das Comunicações, abrangendo reflexões em torno de normatizações multilaterais que orientam legislações nacionais no setor; concentração da mídia e suas implicações em mercados distintos; limites à regionalização, à independência e a diversidade da produção na radiodifusão; limitações e diferenciações regulatórias no âmbito global, em relação ao regional e ao local, entre outros.

Ao compreender uma perspectiva crítica no campo da economia política a partir do viés territorial, pretende-se aglutinar um conjunto de pesquisas que permitam tecer um campo abrangente de reflexões, capaz de dialogar com textos referenciais, ao mesmo tempo em que inspirar futuras contribuições sobre o campo da Comunicação que incorporem o viés territorial em suas diferentes matizes, oferecendo novos enfoques para compreender as transformações em curso no setor.

Revista

Além do dossiê, o periódico, avaliado como B1 pelo Qualis Capes (Área CSA1), segue recebendo contribuições para as suas outras sessões. A Revista Eptic  recebe colaborações, na área de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura, em forma de Artigos, Ensaios, Relatos de Pesquisa, Entrevistas e Resenhas inéditos em periódicos nacionais, que poderão ser redigidos em português, espanhol, francês ou inglês.

Exige-se dos autores das seções ARTIGOS E ENSAIOS e DOSSIÊ TEMÁTICO a titulação mínima de mestre e que os mesmos sejam resultantes de estudos teóricos e/ou pesquisa. A seção INVESTIGAÇÃO aceita artigos, fruto de pesquisa em desenvolvimento ou concluída, também de mestrandos e doutorandos, que também podem enviar resenhas de livros para publicação.

Coordenadores do Dossiê  Temático: Profª Drª Eula T. Cabral e Prof. Dr. Adilson Cabral

Prazo para submissão de artigos: 15/05/2016

Mais informações: www.revistaeptic.ufs.br