ANCINE publica estudo sobre mercado de TV por Assinatura no Brasil

melhor-tv-por-assinatura

A ANCINE publicou no OCA – Observatório do Cinema e do Audiovisual o estudo “TV por Assinatura no Brasil: Aspectos Econômicos e Estruturais”. Considerando o forte crescimento do segmento no país nos últimos dez anos e a promulgação da Lei nº 12.485/11, que contribuiu para dinamizar a circulação e consumo de conteúdo nacional ao estabelecer um novo marco legal da TV por assinatura com cotas de conteúdo nacional na grade das programadoras e nos pacotes das operadoras da TV paga, o trabalho buscou apresentar as características econômicas e regulatórias que influenciam as dinâmicas deste mercado; e um panorama dos grupos econômicos que atuam nas atividades de programação e empacotamento no mercado brasileiro.

O estudo, em sua primeira parte, expõe os elos da cadeia de valor do mercado de TV por assinatura (produção, programação, empacotamento e distribuição) e os agentes envolvidos em cada elo. Em seguida, apresenta uma breve evolução do marco legal que disciplina o setor, culminando na Lei de TV por Assinatura, que uniformizou os instrumentos normativos que regiam previamente o segmento.

A segunda parte do trabalho se dedica aos aspectos econômicos que influenciam a estrutura de mercado e a competição entre as empresas. Observa-se que as características econômicas da indústria afetam a forma de organização desse setor. A diferenciação dos produtos, reforçada pela importância da marca e da qualidade do conteúdo, a existência de ganhos de escala e de escopo, além da presença de discriminação de preço influenciam o padrão competitivo observado no mercado de TV por assinatura, atribuindo maiores vantagens às firmas que contam com maior audiência ou número de assinantes.

Por fim, é realizado um panorama dos grupos econômicos que atuam na atividade de programação e empacotamento no mercado brasileiro. No mercado de programação brasileiro, observou-se a presença de 39 programadoras que compõem 22 grupos econômicos e oferecem um total de 199 canais em SD e HD. Há, no entanto, uma grande assimetria entre os agentes que atuam nesse elo da cadeia: cerca de 60% dos canais pertencem a dois grupos econômicos. O mesmo acontece na atividade de empacotamento, onde se observa a proeminência de dois grupos econômicos, que possuem uma participação conjunta em número de assinantes de 81% do mercado.

Baixe aqui o estudo.

Fonte: Ancine.

Portal EPTIC publica 3ª edição de Mercado Brasileiro de Televisão

Capa Versão em Esp Capa Versão em Pt

O Portal EPTIC disponibiliza em livro eletrônico a terceira edição, bilíngue (em português e em espanhol), de Mercado Brasileiro de Televisão, de César Bolaño. O livro teve sua primeira edição publicada em 1988 e é considerada a obra inaugura dos estudos da Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura no Brasil.

Na próxima sexta-feira (05/08), Bolaño estará com Anderson Santos, Júlio Arantes e Amilton Gláucio, professores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) na mesa “O mercado brasileiro de televisão numa perspectiva histórica”, uma das atividades do Encontro Nordeste de História da Mídia, a ser realizado na UFAL.

Sobre o livro

Tendo por base a dissertação de mestrado defendida em 1986 no Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), foi publicada em 1988 pelo Programa Editorial da Universidade Federal de Sergipe (PEUFS), embrião da Editoria UFS, que publicaria a segunda edição (revisada e ampliada) em 2004, numa coedição com a EDUC, editoria da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. A edição em espanhol  – uma tradução completa da segunda edição brasileira com apoio da Biblioteca Nacional do Brasil – saiu em 2013 pela Editora El Río Suena, de Buenos Aires.

A terceira edição, bilíngue, em formato de livro eletrônico, não altera o conteúdo presente na edição de 2004. Uma atualização posterior a essa data encontra-se no livro que o autor escreveu em parceria com Valério Cruz Brittos, A televisão brasileira na era digital, publicado em 2007 pela editora Paulus. Além disso, em 2005, a mesma Paulus publicou uma coletânea publicada por Brittos e Bolaño, intitulada Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia, com a participação de 20 importantes estudiosos do tema no país. Uma segunda edição deste último livro, com uma introdução atualizadora, tem publicação prevista ainda para este ano.

Sobre o autor

César Ricardo Siqueira Bolaño é professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e líder do grupo de pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade (OBSCOM/CEPOS). Possui graduação em Comunicação Social Com Habilitação Em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (1979), mestrado em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (1986) e doutorado em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (1993).

Acesse a edição, em .swf, clicando nos links a seguir: em Português e em Espanhol (ao abrir o arquivo, use as direcionais do teclado para avançar na leitura).

Para baixar os livros, acesse os links a seguir: em Português e em Espanhol (O arquivo é em flash, baixe o arquivo e abra direto no navegador de internet).

Chamada de trabalhos para VI Encontro da Ulepicc Brasil

13701123_1001175863337469_7782447268097735280_o

Mídia, poder e a (nova) agenda do capital é o tema do VI Encontro Nacional da ULEPICC Brasil 2016 – Capítulo Brasil da União Latina da Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura, a ser realizado de 9 a 11 de novembro em Brasília/DF, pela Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília – FAC/UnB, no Instituto de Ensino Superior de Brasília (IESB). A chamada de trabalhos estará aberta de 20 de agosto a 10 de outubro.

Os interessados deverão enviar resumo expandido, de em média 500 palavras, salvo em PDF, tendo como nome do arquivo o sobrenome do autor ou autores, para o e-mail ulepiccbrasilia@gmail.com.

O parecer sobre o aceite ou a recusa do trabalho será enviado para o e-mail do autor/autores até cinco dias úteis após o final do prazo de submissão de artigos.

Importante: Só poderão apresentar trabalhos os autores que tiverem seus resumos aprovados e estiverem inscritos no evento. Depois da apresentação, os autores terão até uma semana para enviarem o trabalho completo para publicação.

Normas para elaboração do resumo expandido

  1. O resumo expandido deverá ter, em média, 500 palavras.
  2. Deverá ser empregada fonte Time New Roman, corpo 12, exceto no título, e justificado. O espaçamento entre as linhas deverá ser simples.
  1. As citações de artigos (referências) no texto devem seguir a s normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
  2. O texto deverá iniciar com o TÍTULO do trabalho em letras maiúsculas, utilizando fonte Time New Roman, corpo 14, em negrito, centralizado com, no máximo, 20 palavras.
  3. Após duas linhas (espaços) do Título, devem aparecer os Nomes Completos dos Autores, separados por vírgula, em fonte Time New Roman, corpo 12, centralizados e grafados somente com as primeiras letras maiúsculas, seus respectivos e-mails, e os Nomes das Instituições aos quais eles estão vinculados, como estudantes, ex-estudantes, docentes ou profissionais.
  4. Após os nomes dos autores, deverá ser feita a indicação de um dos GTs  ao qual o trabalho se destina, sobretudo por associação temática.

O Resumo deve ser apresentado com parágrafo único e conter  o problema, a justificativa, os objetivos, os métodos, os resultados, as considerações finais e as referências. Logo após o Resumo, seguindo-se à expressão “Palavras-chave:” e, na mesma linha que ela, serão incluídas, no mínimo três e no máximo cinco expressões em português relacionadas ao tema do trabalho, separadas por ponto final.

Tema do Congresso

Os recentes acontecimentos que levaram no Brasil, como na Venezuela, Equador, Honduras, Paraguai, à ruptura institucional tornaram explícitos os desafios e fragilidades da democracia liberal, em países com as características históricas e culturais dos latino-americanos. O  jogo de cena parlamentar e suas reverberações nas redes e mídias expõem e ao mesmo tempo encobrem disputas econômicas, maiores ou menores, das quais são as manifestações exteriores e sobre as quais retroagem, na dialética maior da luta de classes, que envolve a luta por classificações, significações, simpatias e repúdios. Pensar essa nova forma – midiática – de golpe, apoiada nas instituições da democracia liberal, Congresso e Justiça, torna-se um imperativo. Ademais, neste contexto, uma questão se coloca: como se reordenarão as pautas nos campos da comunicação e da cultura a partir de agora em nosso país.

Grupos Temáticos (GT)

GT1 – Políticas de comunicação
Coordenação nacional: Profª. Drª. Eula Cabral (IBICT)

Ementa: Objetiva estudar as ações de agentes públicos e privados relativas ao processo de regulamentação da mídia em suas diversas fases. Envolve a definição do conjunto de normas, princípios, deliberações e práticas locais relacionadas com a administração, organização e funcionamento do conjunto do sistema comunicacional. Analisa os processos e estratégias locais, regionais e internacionais dos conglomerados de comunicação e seu impacto e influência nos governos e na sociedade. Além disso, a concentração das comunicações e telecomunicações no Brasil.

GT2 – Comunicação pública, popular ou alternativa
Coordenação nacional: Prof. Dr. Fernando Oliveira Paulino (PPG-FAC-UnB)

Ementa: Contempla investigações sobre a comunicação desenvolvida no âmbito dos movimentos sociais, etnoculturais, dos sindicatos e organizações populares em geral, bem como aquela ligada ao serviço público. Aborda todo tipo de comunicação movida por objetivos sociais e de promoção da cidadania, atuantes em oposição à acentuada mercantilização da mídia.

GT3 – Indústrias midiáticas
Coordenação nacional: Prof. Dr. Marcos Dantas (UFRJ)

Ementa: Enfoca a rede institucional dos produtos comunicacionais que ligam a criação, produção, circulação, organização e comercialização de conteúdos de natureza cultural, informativa e de entretenimento. Engloba os processos industriais que envolvem televisão, cinema, rádio, internet, publicidade, produção editorial, indústria fonográfica, design, artes e espetáculos.

GT4 – Políticas culturais e economia política da cultura
Coordenação nacional: Profª. Dra. Verlane Aragão Santos (OBSCOM-UFS)

Ementa: Abriga pesquisas que retratam o papel econômico, político e sociológico que o campo da cultura e das artes assume na sociedade contemporânea. De um lado, engloba discussões sobre a atuação do Estado, da participação da sociedade e do mercado nesta relação, bem como os mecanismos de financeirização da cultura e das artes. De outro, debate a industrialização e mercantilização da cultura e sua implicação na dinâmica atual do capitalismo.

GT5 – Teorias e temas emergentes
Coordenação nacional: Profª. Dra. Patrícia Bandeira de Melo (FUNDAJ)

Ementa: Acolhe os trabalhos de fundamentação a partir da matriz teórica da Economia Política da Comunicação e da Cultura, suas distintas vertentes e perspectivas metodológicas bem como os estudos comparativos e relacionais entre a Economia Política da Comunicação e outras correntes teóricas da comunicação e de outras disciplinas.

GT6 – Ética, política e epistemologia da informação
Coordenação nacional: Prof. Dr. Marco Schneider (PPGCI-IBICT/UFRJ e PPGMC-UFF)

Ementa: O objetivo geral do GT é fortalecer a presença da Ciência da Informação no âmbito da Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura, com ênfase no debate em torno das questões éticas, políticas e epistemológicas correlatas, bem como em suas interconexões teóricas e aplicadas.

GT7- Iniciação Científica em Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura
Coordenação: Profas. Dras. Elen Geraldes (PPG-FAC-UnB) e Janara Sousa (PPG-FAC-UnB)

Ementa: O objetivo do GT é estimular a participação de pesquisadores da graduação, das mais diversas áreas, no Evento a partir da pesquisa na área de Economia Política da Comunicação, Informação e Cultura.

Inscrições para 3º Curso Jornalismo e Direitos Humanos

cabecalho 820x210_2

Estudantes universitários de todo o Brasil já podem se inscrever para a terceira edição do curso realizado pela Conectas,OBORÉ – Projetos Especiais em Comunicações e Artes e Abraji. Os alunos selecionados participarão de palestras e entrevistas coletivas com especialistas sobre o papel do Brasil na ONU e na OEA, a arquitetura do sistema de Justiça brasileiro, a definição de crime no país e como isto se reflete na superlotação dos presídios. Também será discutida a situação dos direitos humanos no Sul Global e o papel de bancos públicos no financiamento de grandes obras que ameaçam a vida de comunidades indígenas e tradicionais. Inscreva-se gratuitamente até 24/8.

Os 20 alunos selecionados participarão de palestras e entrevistas coletivas com especialistas ao longo dos meses de setembro e outubro de 2016 e serão desafiados a produzir matérias semanais sobre os conteúdos apresentados. O curso combina a prática da cobertura jornalística com o conhecimento teórico e reflexivo sobre temas de direitos humanos.

Organizado pela Conectas em parceria com Oboré e Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), o curso é um dos módulos do Projeto Repórter do Futuro, programa que contribui na formação de profissionais do jornalismo há mais de vinte anos. A coordenação pedagógica será feita pelo jornalista e professor André Deak.

Após a inscrição, os candidatos participarão de um encontro de seleção, no qual assistirão a uma palestra da diretora Executiva da Conectas, Jessica Carvalho Morris, e se submeterão a um teste escrito. O encontro será realizado no dia 27/8, às 9h, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. A presença é obrigatória e serão emitidos certificados, sob demanda, mesmo para aqueles que não forem aprovados.

A lista com os 20 estudantes selecionados será publicada no dia 5/9.

Metodologia

Os encontros, sempre aos sábados, cumprirão a seguinte rotina: serão 30 minutos de reunião de pauta entre os alunos e o coordenador pedagógico; uma hora de palestra com os especialistas sobre o tema da semana, seguida de uma hora de entrevista coletiva; e, na sequência, 30 minutos para um balanço sobre a dinâmica do dia, novamente entre o coordenador e os estudantes. Por fim, os alunos devem redigir um texto noticioso sobre o tema do encontro.

Serão oferecidos, ainda, atendimentos semanais individuais com jornalistas e professores com o objetivo de prestar orientação textual e jornalística personalizada. Também será possível avaliar, durante essas monitorias, as qualidades a serem potencializadas e problemas a serem trabalhados por cada aluno.

Clique aqui para se inscrever.

Programação

Todos as atividades, com exceção da palestra com Jessica Morris, serão realizadas na sede da Conectas (Av. Paulista, 575 – 19º andar, São Paulo/SP).

27/8, 9h às 14h | Encontro de seleção
Qual o papel do jornalista hoje na cobertura de direitos humanos?
Jessica Carvalho Morris, diretora Executiva da Conectas
Local: Sindicato dos Jornalistas de São Paulo – Rua Rego Freitas, 530 – São Paulo/SP

10/9 | 9h às 14h
Técnicas de reportagem e ferramentas para o jornalismo

André Deak, coordenador pedagógico do curso

17/9 | 9h às 14h
Qual o papel do Brasil na ONU e na OEA?

Camila Asano, coordenadora de Política Externa da Conectas

24/9 | 9h às 14h
País da impunidade!? Qual é a realidade do sistema prisional brasileiro?

Marcos Fuchs, diretor Adjunto da Conectas e membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária

1/10 | 9h às 14h
O que é crime e como funciona a Justiça no Brasil?

Rafael Custódio, coordenador de Justiça da Conectas

8/10 | 9h às 14h
Financiamento público de grandes obras: regras para respeitar a vida e o meio ambiente

Caio Borges, advogado do programa de Empresas e Direitos Humanos da Conectas

15/10 | 9h às 14h
Sul Global: desafios da sociedade civil para evitar retrocessos (e sobreviver)

Ana Cernov, coordenadora do programa Sul-Sul da Conectas

22/10 | 9h às 14h
Encerramento

Avaliação do curso e do desempenho dos alunos e entrega de certificados.

Fonte: Conectas.

IX Simpósio de Comunicação FAPCOM: “COMUNICAÇÃO E DEMOCRACIA”

simposiopaulus

A FAPCOM (Faculdade Paulus de Comunicação), promove nos dias 22 e 23 de agosto de 2016, o IX Simpósio de Comunicação, com o tema “Comunicação e Democracia”. O evento anual tem entrada gratuita e contará com três mesas de debate.

PROGRAMAÇÃO

22/08 – 19h

– PAULO HENRIQUE AMORIM

Tema da Palestra: “Comunicação e democracia no Brasil: retrospecto histórico e dificuldades atuais”

 – MARILENA CHAUÍ

Tema da Palestra: “Comunicação, poder e as fragilidades da democracia brasileira”

 

23/08 – 08h

– EDSON TELES

Tema da Palestra: “Estado de exceção permanente na realidade atual

– Jung Mo Sung

Tema da Palestra: “Idolatria do dinheiro, desigualdade social e a crise da democracia no Brasil e no mundo”

 

23/08 – 19h30

– RENATO JANINE RIBEIRO

Tema da Palestra: “O contexto brasileiro atual: entraves, desafios éticos, políticos e comunicacionais”

– LUIS NASSIF

Tema da Palestra: “A construção da democracia nas redes sociais”

 

Local

FAPCOM – Faculdade Paulus de Comuniocação e Filosofia

Rua Major Maragliano, 191 – Vila Mariana – São Paulo

Inscrições gratuitas pelo site: www.facpom.edu.br

Sofrimento não é critério de noticiabilidade

jornalismo-sensacionalista-300x229

Por Eduardo Silveira de Menezes (Sul 21)*

Talvez nem todos saibam, mas, ao “transformar” um dado acontecimento em notícia, os grupos de mídia acabam sendo pautados por um conjunto de subjetivos “critérios de noticiabilidade”, os quais, como bem pontuaram os autores Mauro Wolf e Nelson Traquina, representam uma suposta “cultura profissional”. Produzidas em meio à “fauna jornalística”, a maioria das reportagens apresenta características muito semelhantes. São raros os jornalistas – e mais raros ainda os veículos de comunicação – que, em meio à ditadura do tempo, conseguem dar um tom mais literário às informações factuais.

Não é necessário que o repórter esteja consciente das escolhas que faz. Os “valores-notícia” sempre estarão presentes. Ao situar-se no mundo, desde muito cedo, todo “futuro jornalista” passa a interpretá-lo a partir das suas experiências de vida e, mesmo sem dar-se conta, leva tal aprendizado para o ato de reportar um fato. O problema é a insistência, sobretudo do telejornalismo, em explorar ao máximo a “morte” – valor-notícia de seleção – e a “dramatização” – valor notícia de construção – na cobertura de atentados como o que ocorreu na cidade de Nice, na França. A data escolhida para o ataque – reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI) – marca a comemoração da Festa da República Francesa. Na quinta-feira (14), mais de 80 pessoas morreram e outras 200 ficaram feridas após serem atropeladas por um caminhão dirigido pelo tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel.

Interesse público

É óbvio que a mídia deve fazer a cobertura do atentado – o terceiro sofrido pela França em menos de dois anos –, todavia, ao personalizá-lo, enfatizando a “morte” e o “drama” particular dos envolvidos, empresas como o Grupo Globo age com irresponsabilidade. A comoção dos familiares não possui nenhum valor jornalístico. O jornalismo é, antes de tudo, um serviço público. O principal critério para a seleção e construção da notícia deveria ser a contextualização do fato, sem personalismos.

Em matéria que foi ao ar na segunda-feira (18), pelo Jornal GloboNews, a repórter, visivelmente interessada em registrar o sofrimento de Inês Gyger – mãe da brasileira que morreu durante o ataque –, a indagou sobre “como foi receber a notícia”. Estava se referindo à confirmação da morte não só de Elizabeth Cristina de Assis Ribeiro, filha de Inês, mas, também, de Kayla Ribeiro, sua neta. Nenhum manual de jornalismo do mundo dirá que o sentimento de uma avó ao ficar sabendo da morte de sua filha e neta configura-se como critério de noticiabilidade. Essa “informação” não possui nenhuma relevância para a contextualização do acontecimento.

Repórteres ou abutres?

De modo a lembrar o personagem Louis Bloom, do filme O Abutre, muitos repórteres ligados a grandes grupos de comunicação enchem os pulmões para questionar familiares de vítimas das mais diferentes tragédias sobre “como estão se sentindo” ou “como reagiram ao saber da perda dos seus parentes”. Ao contrário do que se pode pensar, o que estaria a supor uma “regra” nas entrevistas não passa de antijornalismo. Após ouvir que, ao saber da morte da filha e da neta, Inês sentiu-se “como se tivessem lhe arrancado uma parte”, a repórter, obstinadamente, procura sensibilizá-la e persiste: “como vai ser recomeçar sem uma parte, uma parte tão importante?”.

O objetivo, é bom que se diga, não é só o de levar o entrevistado ao choro e, consequentemente, causar uma comoção pública. Trata-se de algo pior. De modo a confundir os papéis, a jornalista passa a estabelecer uma espécie de “vínculo pessoal momentâneo” – pautado por um interesse imediato – com a entrevistada. Assim, o que poderia supor uma tentativa de “humanização da notícia”, mostra-se, na verdade, como uma busca envaidecida pelo reconhecimento de um trabalho jornalístico, no mínimo, duvidoso. No caso em questão, a repórter atingiu o ápice: ouviu da própria entrevistada uma mensagem de agradecimento.

Jornalismo e humanização

Ora, nada impede o jornalista de sensibilizar-se com o fato. Ele é um ser humano como qualquer outro. Ocorre que, ao midiatizar essa relação, passa-se da personalização à morte/dramatização e, finalmente, ao sofrimento, como se esse sentimento último fosse um critério de noticiabilidade. Não é. Uma possível sensibilização – e consequente aproximação – entre repórter e fonte não pode levar à busca por holofotes.

Quando a dor de um entrevistado se confunde com o relato do acontecimento encerra-se o papel do jornalismo. Em seu lugar surge outra coisa. Não é mais jornalismo. Tampouco é humano. Mais parece com um ataque de abutres, que só costumam aparecer durante as grandes catástrofes. Acabada a comoção, também termina o interesse pelos envolvidos. Novos voos chamam. Não há mais o que fazer em cena. É preciso ir atrás de outras possibilidades de exploração do sofrimento. Basta ponderar a respeito. Invariavelmente, a tentativa de “humanização” da notícia costuma se esgotar no exato momento em que deixa de gerar audiência para o veículo de comunicação.

* Eduardo Silveira de Menezes é jornalista, mestre em Ciências da Comunicação pela Unisinos e doutorando em Linguística aplicada – com ênfase em análise do discurso pêcheuxtiana – pela UCPel.

Chamada de trabalhos sobre Comunicação, Cultura e Desenvolvimento

quórum

A Revista Quórum Académico, da Universidad de Zulia (Venezuela), está com chamada de trabalhos aberta até o dia 10 de dezembro de 2016 para o dossiê temático “Comunicação, Cultura e Desenvolvimento”, cujos editores convidados são César Bolaño (Universidade Federal de Sergipe) e Mauricio Herrera-Jaramillo (doutorando da USP).

O envio de artigos deve ser feito para os e-mails: : quorum_academico@yahoo.com; bolano.ufs@gmail.com; mauricio.herreraj@gmail.com. A edição será publicada de julho a dezembro de 2017.

Ementa (Acá en español – com as normas de publicação)

A Economia Política da Comunicação e da Cultura e da Comunicação nas últimas décadas tem ganho importante relevância no campo da Comunicação, ao se apresentar como referencial teórico interdisciplinar e amplo, vinculado ao pensamento crítico de origem especialmente marxista. Na América Latina, desde suas origens nos anos 1980, a EPC apresenta características muito particulares, influenciada pelo debate econômico, social e comunicacional do continente. Assim, o livro de César Bolaño de 1988 (Mercado Brasileiro de Televisão), considerado fundador do campo brasileiro, forma parte dos desenvolvimentos da escola dos economistas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), recolhendo além disso as influências de sua formação intelectual na Universidade de São Paulo (USP).

Recentemente, o mesmo autor, em “O conceito de cultura em Celso Furtado” (2015), evidencia a importância que tem a problemática cultural na obra teórica de Furtado, ressaltando as influências antropológicas que marcaram sua formação, assim como as reflexões sobre a economia da cultura, em seus anos de gestão à frente do Ministério da Cultura, sem deixar de lado as influências que a obra de Marx teria sobre esses desenvolvimentos. Para o autor, esse aspecto pouco estudado da obra de Furtado, “pode constituir-se numa rica contribuição para o futuro da Economia Política da Comunicação (EPC) e para o debate teórico internacional neste campo”, apesar da escassez de referências ao tema da Comunicação (BOLAÑO, 2013).

É a partir de uma leitura dialética destas duas propostas – EPC e os estudos estruturalistas do subdesenvolvimento a partir de uma perspectiva cultural – desde onde o autor busca a formulação de um novo programa de investigação no campo acadêmico interdisciplinar da Comunicação. Um projeto no qual o conceito furtadiano de cultura, que transita pelos dois campos (o da Antropologia e as Ciências Sociais em geral, de um lado, e da Economia Política, de outro), apresenta-se como o mediados ideal para esta reconfiguração do debate comunicacional e para a luta epistemológica que se estabelece em seu interior, contribuindo a uma opção por um pensamento crítico.

É claro que a influência do estruturalismo latino-americano nunca deixou de existir, pois constituiu a matriz original de todo o pensamento crítico latino-americano a partir da década de 1950, desde a criação da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), e posteriormente incidiu sobre as diferentes abordagens teóricas que buscaram compreender os fenômenos sociais que descreviam a realidade, incluindo as chamadas Teorias da Dependência e como consequência destas, as Teorias da Dependência ou do Imperialismo Cultural, que marcaram profundamente a primeira escola comunicacional latino-americana, sua critica interna por parte da EPC continental e sua crítica externa de parte dos Estudos Culturais latino-americanos. Esta discussão teórica também estaria marcada pela incorporação de diversas perspectivas internacionais, inclusive latino-americanas de grande importância e grande impacto internacional, como aquelas vinculadas ao binômio Comunicação e Educação e ao pensamento de Paulo Freire.

À margem desta realidade, a contribuição de Furtado permaneceu à sombra durante todo o largo período de constituição e desenvolvimento das chamadas Ciências da Comunicação, até nossos dias. Apenas recentemente – a partir dos estudos como os acima citados, estimulados pelo inestimável trabalho do Centro Internacional Celso Furtado para o Desenvolvimento (CICEF), ou através de iniciativas como os Colóquios Celso Furtado organizados pela Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura – esse vazio começa a ser preenchido, aina que estejamos distantes de compreender, em sua totalidade, a contribuição fundamental deste autor, a qual via além das formulações teóricas abstratas ou das propostas de políticas públicas culturais, para se enfocar em esforços para superação dos problemas estruturais dos países da América Latina, fazendo da cultura o eixo estruturante das políticas de desenvolvimento, daquele “verdadeiro desenvolvimento”, que implica na necessidade de uma autonomia cultural que garantisse, sob um horizonte de expectativas renovado, a marcha atrás da lógica perversa entre meios e fins que caracteriza o subdesenvolvimento.

Nesta perspectiva, este número da Revista Quórum busca estimular a acadêmicos, investigadores e especialistas a tecer pontes desde um pensamento crítico que permite desvelar o fundo cultural que atravessa a problemática do desenvolvimento, com especial ênfase, sobre aqueles que o campo da comunicação permite evidenciar historicamente e desde perspectivas teóricas mais recentes.

Sobre a revista

A revista Quórum Académico está no Centro de Investigación de la Comunicación y la Información (CICI), da Facultad de Humanidades y Educación da Universidad del Zulia e é patrocinada pelo Consejo de Desarrollo Científico y Humanístico de la Universidad del Zulia (CONDES).

Quórum Académico representa uma resposta a um ideal compartilhado por nossa comunidade de pesquisadores de criar um fórum de discussão teórica e epistemológica sobre as profundas mudanças nos eixos temáticos do âmbito da comunicação e especialmente na problemática de seu ensino nas universidades. É decisivo portanto gestar mudanças nos enfoques, métodos e temas que devem se abordar na investigação em comunicação, não apenas por constituir um fenômeno planetário cujas extensas redes e vínculos provocam profundas divisões e exclusões sociais e culturas, mas também porque a comunicação guarda  um imenso campo inexplorado desde onde também se pode inventar a emancipação.

Para conferir outros números da revista, acesse: https://dialnet.unirioja.es/servlet/revista?codigo=17717

Todo mundo odeia o Netflix: as transformações no mercado audiovisual e a possível substituição de monopólios

td_netflix-television

Por Edson Ramos de Oliveira Costa*

Todos assistimos filmes, séries e outros programas audiovisuais – aparentemente, isso não vai mudar tão cedo. Mas nem todos assistem mais televisão – aparentemente, isso não pode mais ser mudado. De acordo com o colunista Ricardo Feltrin, do UOL, o Netflix teve um faturamento de 1,1 bilhão de reais no Brasil em 2015 (os números são estimados por fontes dele no mercado financeiro já que empresa não divulga seus ganhos fora dos Estados Unidos)¹.

Esse faturamento está acima do SBT, cuja expectativa de faturamento para o ano passado era de 850 milhões de reais; e muito acima da Rede Bandeirantes, cuja expectativa era de 450 milhões de reais. Estima-se que o Netflix tenha quatro milhões de assinantes no Brasil – alcance muito menor que o desses canais de TV aberta, e um faturamento expressivamente maior.

E não é apenas no nosso país. A agência americana ComScore realizou uma pesquisa em 2015 no México, Argentina, Colômbia, Chile, Peru e Brasil². Foi constatado que 81% do público que consome vídeos em plataformas de streaming (pagas como Netflix, e gratuitas como YouTube), e apenas 71% consomem TV aberta. Especificamente no Brasil, a proporção é de 82% para o streaming, e de 73% para a TV aberta.

Num primeiro momento esperar-se-ia que as empresas dos monopólios tradicionais tentassem simplesmente se adaptar novo formato que surge no mercado, mas a postura que essas empresas têm assumido é de combate às mudanças. E para contrariar ainda mais as expectativas, as empresas dos monopólios tradicionais têm buscado o estado para brigar por elas, tentando impor mais regulamentações às plataformas de streaming de vídeo. Todas essas mudanças no funcionamento do mercado podem ser muito menos democratizantes do que parecem. Aparentemente trata-se apenas de uma briga entre grandes capitais, entre formas diferentes de fazer um monopólio.

Já vimos isso quando as operadoras de telefonia móvel decidiram brigar com o Whatsapp por considerá-lo uma operadora de telefonia móvel pirata. Vimos isso também na briga dos taxistas com o Uber. Agora é a vez das emissoras de TV por assinatura partirem para o confronto. Os clientes desse serviço já vêm diminuindo desde 2014, e as empresas concluíram que o Netflix é o maior culpado. De acordo com Feltrin (2016), elas estão preparando um grande lobby em Brasília para que o governo dificulte a vida do Netflix³.

As medidas propostas são: exigir que a plataforma de streaming tenha que pagar o Condecine (uma taxa de três mil reais sobre cada título do catálogo); obrigar a plataforma a ter um mínimo de 20% de seu conteúdo composto de obras nacionais (desde 2011, as emissoras de TV por assinatura precisam ter pelo menos 30% de sua programação com conteúdo brasileiro); cobrar do Netflix o ICMS pelo serviço prestado; cobrar taxas extras pelo volume de dados gerados.

Tudo isso pode realmente atrapalhar o Netflix? Sim, pois certamente fará com que as assinaturas fiquem mais caras (hoje, o plano mais barato sai por 20 reais). Tudo isso é novidade? Não. Em setembro de 2015 o Congresso Nacional aprovou cobrança de ISS sobre a plataforma, mas o projeto ainda precisa passar pelo Senado. Tudo isso fará as emissoras de TV por assinatura recuperarem mercado? Provavelmente não. Quando o público muda seus hábitos nunca é por uma única razão – além de o Netflix ter um serviço melhor e mais barato, as pessoas podem ter aberto mão de pagar assinatura de TV por conta da atual crise econômica.

Outro forte fator é o cultural – a própria concepção de Televisão pode estar mudando. A tela grande, no centro da casa, de onde emanava toda informação e entretenimento para se consumir em grupo parece ter perdido protagonismo. Hoje cada um tem a sua própria tela, menor, mas interativa. A própria ideia de programação, de ter hora e lugar fixos para assistir uma série ou um programa, é algo que os adolescentes de hoje nem conseguem entender. Ainda que seja apenas num nível psicossocial, sem muita mudança nas bases políticas e econômicas, a chamada cultura da convergência (JENKINS, 2009) parece estar incomodando de verdade os mercados midiáticos tradicionais.

Inclusive, o alto volume de dados consumidos para assistir filmes e séries pelo Netflix é uma das justificativas que as empresas provedoras de internet usam para querer limitar as franquias de dados na banda larga fixa. E a Agência Brasileira de Telecomunicações (Anatel) concorda com elas4. Mas é preciso lembrar que as provedoras de internet também atuam no mercado de TV por assinatura.

Ninguém nunca admitirá que é por causa específica do Netflix, porque o marco civil da internet brasileira proíbe cobrar valores diferentes com base na natureza do conteúdo para evitar discriminação. Se não dá pra cobrar mais de quem usa Netflix, então o jeito é limitar e cobrar mais caro de todo mundo. É fato que o Netflix domina o streaming pago de vídeos na internet, embora a internet só esteja acessível a menos da metade da população mundial5.

O velho de novo

Isso quer dizer que o Netflix chegou para dominar de vez o mercado audiovisual? Talvez não. A empresa indiana Dish Flix, lançada no ano passado e já tendo 17 milhões de usuários, está planejando entrar no mercado brasileiro. O sistema na Índia funciona da seguinte forma: depois de comprar um receptor e contratar uma mensalidade de 100 rúpias (cinco reais, no câmbio de 13/07/2016), os clientes recebem o conteúdo via satélite. A pretensão é manter os preços competitivos no nosso país6.

Também devemos lembrar-nos do Popcorn Time que está de volta – a plataforma é gratuita, com código aberto, e usa plugin em Torrent7. É ilegal? Depende. A plataforma original, que era argentina, acabou fechando com a ameaça dos estúdios produtores. Porém, já que o código era aberto, várias novas versões aparecem e desaparecem ao redor do mundo. Dessa vez, a plataforma original voltou e mais avançada. A legislação sobre direitos autorais muda de um país para o outro: no Brasil não é crime divulgar cópias de um produto cultural desde que não haja nenhum tipo de monetização nessa divulgação. Logo, o Popcorn Time está equilibrado no fio da navalha da lei.

O próprio Ministério da Cultura está planejando criar uma plataforma de streaming de vídeo!8 Ou pelo menos estava antes da morte e ressurreição… A ideia era criar o “Netflix público” para disponibilizar as produções audiovisuais financiadas por meio do Programa de Incentivo à Cultura. Bela ideia, mas se esse nova versão “diet” do MinC irá executá-la ainda não dá para saber.

Mas, ainda que essas propostas sejam interessantes para evitar a exclusividade do Netflix, dificilmente poderão alcançar seu nível de mercado. Uma vez que a maioria esmagadora do público se concentra em uma rede, ela tende a ter mais poder barganha com as produtoras, e até de investir em produções próprias. Por sua vez, isso só trará ainda mais público. É compreendendo essas dinâmicas que De Marchi (2011) aponta esses mercados em rede como essencialmente monopolistas – algo que começa com os telégrafos e vem até as redes sociais na internet.

O fato de essas empresas começarem sem regulamentação, de forma discreta, e chegarem a incomodar os monopólios tradicionais das comunicações pode parecer uma prova do grande potencial contra-hegemônico da internet, já apontado por Bolaño (2007). Porém, a abertura dessas empresas no mercado financeiro, a parceria com as grandes produtoras que antes abasteciam apenas emissoras de TV, e a luta contra qualquer regulamentação que ouse ameaçar o monopólio crescente mostram que a lógica comercial do entretenimento é a mesma.

Aliás, as emissoras de TV apelam ao Estado para que façam às plataformas de streaming o que nunca quiseram que o Estado fizesse com elas. Irônico, não? Gerações e discursos diferentes brigando pelo domínio da mesma velha prática. E o cidadão que tem direito à informação e cultura o que faz? A verdade é que todos amam o Netflix, embora a maioria não possa tê-lo. Mas desejar o que não se pode ter soa mais do que familiar.

REFERÊNCIAS:

BOLAÑO, Cesar; HERSCOVICI, Alain; CASTAÑEDA, Marcos; VASCONCELOS, Daniel. (2007). Economia política da internet. São Cristóvão: Editora UFS.

DE MARCHI, Leonardo Gabriel. (2011). Transformações estruturais da indústria fonográfica no Brasil 1999-2009: desestruturação do mercado de discos, novas mediações do comércio de fonogramas digitais e consequências para a diversidade cultural no mercado de música. Rio de Janeiro, 2011. Tese (Doutorado em Comunicação). Escola de Comunicação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

JENKINS, Henry. (2009). A cultura da convergência. São Paulo: Aleph.

____________________________________________

Notas

¹ Disponível em: <http://tvefamosos.uol.com.br/noticias/ooops/2016/01/11/netflix-fatura-r-11-bi-no-brasil-e-ultrapassa-o-sbt.htm>. Acesso em: 11 jul. 2016.

² Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/tec/2015/11/1701904-streaming-ja-e-mais-importante-que-tv-aberta-na-america-latina.shtml>. Acesso em: 11 jul. 2016.

³ Disponível em: <http://olhardigital.uol.com.br/pro/noticia/empresas-de-tv-paga-preparam-guerra-contra-netflix/54623>. Acesso em: 11 jul. 2016.

4 Disponível em: <https://tecnoblog.net/191752/anatel-franquia-banda-larga-fixa/>. Acesso em: 11 jul. 2016.

5 Disponível em: <http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/mais-da-metade-da-populacao-mundial-nao-tem-acesso-internet-diz-relatorio-da-onu-17557878>. Acesso em: 11 jul. 2016.

6 Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/02/1736214-concorrente-indiano-do-netflix-dish-flix-prepara-entrada-no-brasil.shtml>. Acesso em: 11 jul. 2016.

7 Disponível em: <http://canaltech.com.br/noticia/internet/popcorn-time-ganha-nova-versao-online-57325/>. Acesso em: 11 jul. 2016.

8 Disponível em: <http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2015/08/17/internas_viver,592835/ministerio-da-cultura-pode-criar-netflix-so-com-filmes-brasileiros.shtml>. Acesso em: 11 jul. 2016.

* Edson Ramos Oliveira da Costa é mestrando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) e integrante do Observatório de Economia e Comunicação (OBSCOM), da Universidade Federal de Sergipe (UFS).