VII ENPECOM debate “Comunicação e Gênero”

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Está aberta a chamada de oficinas e de trabalhos do sétimo Encontro de Pesquisa em Comunicação (VII Enpecom) promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Paraná (PPGCOM/UFPR). Este ano o evento terá como temática “Comunicação e Gênero” e acontecerá entre de 24 a 26 de setembro.

A proposta com o tema é aprofundar a discussão sobre a posição e a representação das mulheres na sociedade contemporânea, bem como incentivar as produções científicas a respeito.

A chamada de trabalhos e oficinas está aberta entre os dias 10 de julho e 10 de agosto de 2015 e deve ser feita através da aba “Inscrição” no site do evento, selecionando a modalidade apropriada. São 5 GT’s: Comunicação e Educação; Comunicação e Política; Comunicação e Sociedade; Comunicação e Cultura; Comunicação e Consumo. 

Mais informações em www.enpecom.ufpr.br.

Revista EPTIC abre chamada sobre “Estudos críticos, comunicação e esportes”

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A REVISTA EPTIC, produzida pelo Observatório de Economia e Comunicação (OBSCOM) da Universidade Federal de Sergipe (UFS), informa que está aberta até o dia 30 de setembro a chamada de trabalhos para a edição de jan.-abr. 2016, vol.18, n.1 que terá como tema de seu dossiê temático “Estudos críticos, comunicação e esportes”.

2016 é o ano dos Jogos Olímpicos de Verão no Rio de Janeiro, evento que ocorre pela primeira vez na América do Sul. As Olimpíadas fecham um ciclo de três megaeventos esportivos que ocorreram no Brasil em sequência, tendo como antecedentes a Copa das Confederações FIFA Brasil 2013 e a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 – tendo antes ainda os Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. Relegada em muitos momentos, a discussão sobre esportes nas Ciências da Comunicação cresceu bastante por conta dos megaeventos, que pautam diariamente noticiosos e conversas do dia a dia. Muitos deles, destacadamente o futebol, servem como uma das principais representações culturais de diferentes países do mundo e, por conta disso, são apropriados de distintas maneiras por diferentes indústrias, dentre as quais estão as indústrias culturais. Tendo em vista que a análise econômica dos esportes, ou quando a indústria os toca, é estudada, ainda que não necessariamente com maior profundidade, por pesquisadores de outros eixos teóricos, percebemos que a análise de mercado oriunda da apropriação deste tipo de bem cultural se coaduna com os objetivos teórico-metodológicos da Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (EPC).

Neste sentido, a Revista EPTIC  propõe debater a partir dos estudos críticos a relação das indústrias culturais com os esportes. São aguardados artigos que relatem pesquisas sobre casos específicos desta relação, assim como textos teóricos, com a sugestão dos seguintes subtemas de interesse: políticas do esporte; relações de poder e atividade esportiva; megaeventos esportivos; direitos de transmissão de eventos esportivos; espetáculo esportivo; o trabalho nos esportes; o espectador dos esportes; star system; marketing esportivo; publicidade e propaganda nos esportes.

Normas

Além do dossiê, o periódico, avaliado como B1 pelo Qualis Capes (Área CSA1), segue recebendo contribuições para as suas outras sessões. A Revista Eptic  recebe colaborações, na área de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura, em forma de Artigos, Ensaios, Relatos de Pesquisa, Entrevistas e Resenhas inéditos em periódicos nacionais e anais de eventos – a não ser que seja uma outra versão do artigo -, que poderão ser redigidos em português, espanhol, francês ou inglês. Exige-se dos autores das seções ARTIGOS E ENSAIOS e DOSSIÊ TEMÁTICO a titulação mínima de mestre e que os mesmos sejam resultantes de estudos teóricos e/ou pesquisa. A seção INVESTIGAÇÃO aceita artigos, fruto de pesquisa em desenvolvimento ou concluída, também de mestrandos e doutorandos.

A revista segue com chamada aberta até o dia 15 de julho para o dossiê  “CINEMA: SUA POLÍTICAS E ECONOMIA”.

Prazo final para envio: 30/09/2015.

Coordenadores  do Dossiê temático: Prof. Dr. Édison Gastaldo (Centro de Estudos de Pessoal e Forte Duque de Caxias) e  Prof. MSc. Anderson D.G. dos Santos(Universidade Federal de Alagoas)

II Encontro Binacional Comunicon – Brasil-Portugal

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O Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM (PPGCOM-ESPM) convida pesquisadores e alunos do campo da comunicação e áreas afins à submissão de trabalhos para o 5º Encontro de Grupos de Trabalho de Pós-Graduação e 2º Encontro Binacional Brasil-Portugal em Comunicação e Consumo. O Encontro se realizará nos dias 5, 6 e 7 de outubro de 2015, na ESPM-SP. O prazo para envio de trabalhos completos é até 30 de julho.

Sugestões de temas a serem abordados (mas não restritos a eles):

– A cultura do consumo relacionada aos contextos nacionais, cujo estudo possa ser ampliado para a perspectiva comparativa binacional;

– Contextos, discursos e usos dos produtos midiáticos e de aparatos tecnológicos comunicacionais;

– Abordagens geracionais, de gênero, de classe social, que possam servir à comparação das realidades dos dois países;

– Na perspectiva dos estudos comunicacionais, análises sobre a indústria cultural e criativa; mundo do trabalho; cultura empreendedora em suas derivações; atividades do terceiro setor e desdobramentos (empreendedorismo social, economia social, negócios sociais, entre outros);

– Reflexões epistemológicas, propostas teóricas e metodológicas para o estudo de objetos que possam ser de interesse para os contextos brasileiro e português.

Normas

As submissões de propostas de trabalho serão feitas a partir do desenvolvimento do template do evento (disponível no site do Comunicon 2015: http://www2.espm.br/comunicon-2015), que contemplam os seguintes itens:

1 – Primeira página com breve apresentação acadêmica, incluindo titulação, vinculação institucional, referências de até 5 trabalhos anteriores mais relevantes (incluindo link quando estiver disponível online), constando também os interesses atuais de pesquisa;

2 – Título e resumo da pesquisa a ser apresentada no Encontro;

3 – Apresentação da fundamentação teórica e metodológica, com desenvolvimento das justificativas e questões conceituais que envolvem o estudo, bem como os resultados até o momento (quando for o caso).

4 – Considerações sobre possibilidades de intercâmbio e extensão comparativa entre Brasil e Portugal, em relação ao atual ou futuro trabalho de pesquisa.

EVENTO

O evento tem como público-alvo pesquisadores interessados em projetos relacionados à cultura do consumo. O propósito do evento é o compartilhamento de abordagens empíricas e teóricas de pesquisas em desenvolvimento no Brasil e em Portugal, visando o diálogo entre investigadores e possíveis colaborações ou ampliações dos estudos em perspectiva comparativa, nos contextos dos dois países. O encontro também abriga resultados de estudos em desenvolvimento ou concluídos, que contemplem a comparação entre as realidades do Brasil e de Portugal.

Pesquisadores portugueses convidados:

Cristina Ponte – FCSH – Universidade Nova de Lisboa

Título da apresentação: Kids Online na Europa e na América Latina: dando forma e conteúdo a redes transnacionais orientadas para políticas públicas de segurança e bem-estar de crianças e adolescentes na era digital

Isabel Ferin Cunha – Universidade de Coimbra – Faculdade de Letras, Departamento de Filosofia, Comunicação e Informação

Título da apresentação: Pesquisa comparada em Media e Comunicação: uma experiência “glocal” no “Espaço Lusófono”

José Alberto Simões – FCSH – Universidade Nova de Lisboa

Título da apresentação: Juventude, ativismo digital e movimentos sociais em época de crise

Jornada de pesquisas debate dificuldades no desenvolvimento das investigações

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Está aberto até o dia 09 de agosto o período de submissão de resumos expandidos sobre problemas e impasses enfrentados pelos pesquisadores durante o desenvolvimento de suas investigações para a III Jornada de Pesquisas sobre Tecnologias Comunicacionais Contemporâneas, que acontecerá nos dias 31/08, 01 e 02/09 de 2015, em Porto Alegre, na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Fabico – UFRGS), sede do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação (PPGCom).

O evento traz uma proposta inovadora, que consiste no debate das dificuldades encontradas no processo de desenvolvimento das pesquisas, uma espécie de “apresentação de problemas” (call for problems) ao invés de “apresentação de artigos” (call for papers).

A participação é aberta a pesquisadores em diferentes estágios de suas carreiras: na categoria A, professores de pós-graduação e graduação com doutorado completo e experiência de pesquisa; na categoria B, estudantes de pós-graduação (mestrandos, mestres, doutorandos) e, na categoria C, os estudantes de graduação que desejem tratar das dificuldades encontradas no desenvolvimento de seus TCCs ou pesquisas de Iniciação Científica.

A seleção será realizada por parecer anônimo, que avaliará a qualidade das submissões e sua adequação à proposta e temática do evento, ou seja, à ideia de discutir os percursos de pesquisa, em especial suas dificuldades, e não os resultados encontrados. Destaca-se que não serão aceitas propostas de apresentação de resultados parciais ou finais  ou ensaios, pois não é essa a proposta do evento.

3ª Jornada

As Jornadas de Pesquisas sobre Tecnologias Comunicacionais Contemporâneas são uma iniciativa do Laboratório de Artefatos Digitais (LAD) da UFRGS e do Laboratório de Pesquisa em Tecnologias de Comunicação, Cultura e Subjetividade (LETS) da UERJ.

A palestra de abertura será realizada pelo Prof. Dr. Charles M. Ess, da University of Oslo. Charles Ess é autor, entre outros, do livro Digital Media Ethics e coordenador do Grupo de Trabalho responsável pela criação das Ethic Guidelines para pesquisa online da Association of Internet Researchers (AoIR), da qual foi também presidente.

O período para submissão de trabalhos (resumos expandidos) vai até 25 de julho de 2015. As instruções e demais informações encontram-se no site http://www.ufrgs.br/3ajornada

Chamada de trabalhos para Revista da ALAIC

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Convidamos os pesquisadores da área de Comunicação a enviarem trabalhos para compormos as próximas edições, de 2015, da Revista da Associación Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación (ALAIC). A partir de junho de 2015, este periódico, após reestruturação de suas diretrizes, receberá submissões de textos em fluxo contínuo nas línguas portuguesa, espanhola e inglesa. A revista apenas publica textos de autoria individual escritos por doutores. No caso de autoria coletiva, ao menos um dos coautores deve ser doutor.

A submissão do trabalho deve ser feita após o cadastro do autor no sistema eletrônico da revista: http://www.alaic.net/revistaalaic/index.php/alaic/login . Mais informações sobre o foco e escopo da revista, bem como as políticas de seção e as diretrizes para os autores, podem ser consultadas no seguinte endereço: http://www.alaic.net/revistaalaic/index.php/alaic/about

Trabalhos submetidos até 25 de julho de 2015: seleção para a revista número 22 (jan.-jul. 2015)

Trabalhos submetidos até 25 de setembro de 2015: seleção para revista número 23 (ago.-dez. 2015)

Janela ainda aberta? A democratização das comunicações no segundo governo Dilma

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Por Paulo Victor Melo*

Afirmei, num artigo publicado em dezembro do ano passado no Portal Eptic, que o segundo governo Dilma se iniciaria com uma nova janela de oportunidades para a democratização das comunicações. A afirmação era parte de uma avaliação do cenário político daquele momento, mais precisamente a partir da análise de uma conjunção dos seguintes fatores: declarações da então candidata à reeleição defendendo publicamente a regulação econômica da mídia, durante debates entre os presidenciáveis e em entrevista a blogueiros; nova defesa do tema em uma das primeiras entrevistas de TV após a vitória eleitoral; movimentações do PT – que na primeira reunião do seu Diretório Nacional após a reeleição de Dilma definiu o marco regulatório das comunicações como uma das prioridades do novo governo – e do ex-presidente Lula, que em diversos eventos públicos pautou o tema.

A nomeação de Ricardo Berzoini para o Ministério das Comunicações (Minicom), a sua conhecida experiência no diálogo com o Congresso Nacional – etapa fundamental num processo de construção e aprovação de um novo marco regulatório que garanta diversidade e pluralismo ao setor das comunicações – e as suas primeiras manifestações públicas sinalizavam que, diferente dos primeiros quatro anos do Governo Dilma e dos oito anos do Governo Lula, a democratização das comunicações estaria, enfim, no centro da ação política concreta do Governo liderado pelo Partido dos Trabalhadores.

Já na sua cerimônia de posse no Minicom, em 2 de janeiro, Berzoini demonstrou conhecimento sobre o terreno que estava adentrando e defendeu participação social no processo de democratização das comunicações:

todos os setores da economia brasileira que têm impacto grande do ponto de vista social, do ponto de vista democrático e do ponto de vista econômico têm seus mecanismos regulatórios. Então é importante também abrirmos um debate muito fraterno e transparente para que a população brasileira com as suas representações empresariais, sindicais, sociais, possam debater com muita profundidade, com muita democracia, o que significam as comunicações em geral no Brasil, especialmente as comunicações que são objeto de concessão pública.

Na mesma oportunidade, Berzoini sinalizou inclusive por onde, em sua opinião, poderia começar o processo de regulação do setor. “A população brasileira já tem direitos constitucionais assegurados que dependem de regulamentação. Então regulamentar esses três artigos é uma das formas de nós podermos avançar na liberdade de expressão, na democratização da comunicação no Brasil”, disse, fazendo referência aos artigos 220, 221 e 223 da Constituição de 1988.

Em outros momentos – em pronunciamento no Congresso Nacional, durante reunião com integrantes do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e até mesmo em eventos empresariais – o ministro Berzoini não apenas reafirmou a defesa da regulação democrática do setor como também anunciou que o Governo tinha como pretensão estabelecer o mês de março para início do debate público sobre o novo marco regulatório.

Porém se, por um lado, os discursos de Berzoini apontam uma posição clara sobre a necessidade da democratização dos meios de comunicação para a democratização do país e uma disposição em avançar na discussão sobre o tema, por outro, é fato que nesses seis primeiros meses da atual gestão do Ministério das Comunicações as declarações e disposição não se converteram até aqui em medidas efetivas. Nem mesmo o anunciado debate público foi disparado.

Pelo contrário. Os discursos pró-regulação já não são tão constantes assim e a posição pública de Berzoini parece, a cada dia, minoritária (para não dizer isolada) dentro do Governo. Até mesmo a presidenta Dilma declarou em abril deste ano que “não havia conjuntura para pautar este tema agora” e demonstrou desconhecimento sobre a agenda do movimento pela democratização das comunicações. Questionada sobre o Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Mídia Democrática – principal instrumento de ação política do movimento no país – disse: “não sei como é, nunca vi mais gordo, mas pode ser uma boa alternativa”.

Fato também é que a conjuntura mudou bastante desde o início do governo. A ausência de correspondência entre o programa defendido por Dilma no segundo turno e o que está sendo implementado, especialmente na política econômica e no que diz respeito a direitos dos trabalhadores; o crescente conservadorismo e antipetismo nas ruas, nas redes e nas instituições, que só se ampliou após o período eleitoral; a força política do atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que tem estabelecido uma agenda conservadora e uma postura anti-democrática no Congresso Nacional e que, inclusive, já manifestou a sua contrariedade à regulação da mídia e afirmou que não “aceitará” nem mesmo discutir o tema, são fatores que sinalizam para um possível novo adiamento do debate público sobre o marco regulatório das comunicações.

Nesse sentido, concluído o primeiro semestre do segundo governo Dilma, é difícil crer que as expectativas geradas pelas primeiras declarações do ministro Ricardo Berzoini no que diz respeito a um novo marco regulatório para as comunicações sejam atendidas e, assim, o setor de rádio e televisão no Brasil permanecerão com um marco legal formulado há mais de cinco décadas, em 1962, às vésperas do golpe militar de 1964.

Ainda assim, caso queira manter aberta a janela do compromisso com a democratização das comunicações, o Governo pode assumir, nesse momento, uma agenda de curto prazo, que inclui medidas possíveis de serem adotadas pelo Ministério das Comunicações sem a necessidade de aprovação no Congresso Nacional, como o combate ao controle de emissoras por políticos, o fortalecimento do sistema público, a responsabilização das emissoras por violações de direitos humanos, a redistribuição das verbas publicitárias e a garantia do respeito aos limites da concentração de propriedade já existentes, dentre outras.

As oportunidades estão colocadas. Aguardemos para ver se, com a janela aberta, os bons ventos democratizadores da comunicação que sopram em vizinhos latinoamericanos chegam por aqui.

*Jornalista, mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Sergipe, doutorando em Comunicação e Política na Universidade Federal da Bahia e integrante do grupo de pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade (CEPOS), vinculado à Rede Eptic.